Orla Pôr do Sol oferece riscos de acidentes e agride natureza
Cotidiano 19/02/2018 10h30 - Atualizado em 19/02/2018 10h39Inaugurada em novembro de 2010 como um dos mais belos espaços públicos da cidade de Aracaju, a Orla Pôr do Sol, no bairro Mosqueiro, na zona de Expansão, continua atraindo visitantes graças à exuberância da natureza, mistura perfeita de rio, mar e mangue. Até aí, tudo é lindo, mas a estrutura construída para receber sergipanos e turistas confortavelmente, resultado de um investimento de mais de R$5,4 milhões – com recursos federais –, está abandonada.
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“Sou nativo da região e o que vejo é a orla à mercê, entregue às baratas. Um idoso ou uma criança pode tentar se apoiar nos troncos soltos da mureta e cair. O cais está ruindo, já cedeu no meio, não tem praticamente mais nada dos blocos e as ferragens estão corroídas e à mostra. Desde que foi construído, esse lugar nunca passou por uma reforma. Fizeram e pronto, deixaram aí, esqueceram”, reclama o marinheiro Afonso Pereira dos Santos, 24 anos.
São 600 metros de um calçadão esburacado e inseguro, com trechos intransitáveis; madeiras soltas no piso, no guarda-corpo e pregos enferrujados produzem riscos iminentes. No cais, erguido para que embarcações maiores recebessem passageiros, uma solitária placa, pendurada a grosso modo, avisa: “Perigo. Interditado”.
“A Orla Pôr do Sol é um belo espaço de Aracaju, muito frequentado, mas que no momento requer um tratamento urgente do poder público. Não podemos deixar que um ambiente tão bonito como este continue assim, porque aqui representa um patrimônio do povo”, afirma o vereador Lucas Aribé (PSB), que pretende protocolar Indicações solicitando a reforma do local.Algumas tentativas de reparos já foram feitas pelos pescadores e moradores da região, como paliativo, mas os relatos de acidentes são comuns. “Uma vez uma mulher pisou e a tábua solta bateu no rosto. Outra senhora estava caminhando no calçadão, o piso cedeu e o pé dela entrou, quase entortou o tornozelo”, lembra Afonso.
De passeio em Aracaju com a família, o paulista Rodrigo Alves Dantas, 33, executivo da Serasa, lamenta as condições da Orla Pôr do Sol. “A cidade tem uma receptividade muito boa, mas uma estrutura assim deixa a desejar. Eu, que tenho filha pequena, acho até perigoso. Ela pode cair num buraco desses e se machucar, e aí, além do sofrimento, o prejuízo fica para mim e não para a prefeitura”, critica.No Espaço, também há postes com fiação exposta, faltam banheiros públicos e o lixo toma conta da vegetação, correndo para o rio, principalmente em dias de chuva. “O serviço de limpeza é de responsabilidade da prefeitura, mas é preciso que os cidadãos façam a sua parte e zelem por este espaço que é de todos nós”, observa Lucas Aribé.
Segundo a assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Obras e Urbanização, a estrutura de madeira do calçadão precisa de uma manutenção permanente. A Emurb fez um levantamento do que é necessário para recuperar toda a extensão da orla e já dialoga com a Secretaria de Estado do Turismo, para que as obras sejam realizadas por meio dos Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A Setur está realizando licitação para viabilizar o projeto. De acordo com a assessoria do órgão estadual, todo o processo deve ser concluído nos próximos 30 dias e a previsão é de que os serviços sejam iniciados nos próximos dois meses.
*Com informações da Assessoria Parlamentar
Fotos: Cedidas pela Assessoria de Lucas Aribé

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