Otoplastia:cirurgia plástica retira orelhas de abano sem gerar cicatriz
Cotidiano 23/01/2016 17h34

A naturalidade e a harmonia da cabeça estão relacionadas com o equilíbrio entre as unidades faciais, os pavilhões auriculares e o crânio. Algumas pessoas nascem com orelhas mal formadas, ou seja, com formato diferente do normal. A orelha de abano ou prominauris é a mais frequente variação anatômica da cabeça e pescoço, a qual apresenta sua borda lateral mais distanciada da cabeça, aparentando por isso ser maior. Nessas orelhas há também o apagamento da anti-helice (dobra interna da orelha).

Segundo o cirurgião plástico, Dr. Ricardo Araujo, esse problema atinge 5% da população. “É bilateral na maioria das vezes, havendo, frequentemente, história familiar, e não há diferença significativa de incidência entre os sexos. O abano é perceptível já ao nascimento, mas podem ser necessárias algumas semanas para que fique mais evidente. Embora seja detectado na infância, muitos pacientes procuram a correção na fase adulta”, afirma o médico, que é também diretor técnico do Hospital de Urgências de Sergipe.

O termo otoplastia refere-se à cirurgia plástica das orelhas, podendo corresponder a várias técnicas que podem ou não ser associadas, dependendo do problema a ser tratado. Em geral o termo é usado para indicar a correção de orelhas proeminentes, porém outros problemas como sequelas de traumas, ausência congênita das orelhas e orelhas constritas também são tratadas com técnicas de otoplastia. 

De acordo com Dr. Ricardo Araujo, a idade ideal para a correção é a partir dos seis anos, quando a orelha já alcançou o tamanho adulto e a criança começa o período escolar. “Uma das técnicas para correção da orelha proeminente é a otoplastia fechada (sem corte). Através dessa técnica conseguimos modelar a cartilagem da orelha com pontos de fio inabsorvíveis, sem gerar uma cicatriz na região posterior da orelha”, ressalta.

“Com isso, o paciente apresenta menor edema local, consequentemente menor dor no pós-operatório, consequências comuns da técnica com corte (aberta). Além dessas vantagens, na técnica fechada a necessidade de uso de faixa tipo bailarina ou tenista, que os pacientes reclamam tanto, fica restrita ao período noturno. Já na técnica aberta o paciente precisa usar a faixa continuamente por 30 dias”, informa Dr. Ricardo.

Com relação à volta às atividades em crianças, recomenda-se aguardar uma semana para voltar à escola, para evitar o risco de trauma nas orelhas recém-operadas. Nos casos mais simples, pode-se retornar às aulas em três dias. Nos adultos, geralmente em dois dias. Atividade física deverá ser leve no início, evitando-se trauma no local operado. 

Fonte: Assessoria de Comunicação

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