Saúde
Pacientes com psoríase ainda sofrem preconceito
Dermatologista esclarece questões sobre a doença que não tem cura
Cotidiano 29/10/2019 13h35

A psoríase é uma patologia crônica, não transmissível, e que tem tratamento, mas não tem cura. O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é referência em tratamento para a doença no estado.

No Dia Mundial da Psoríase, 29 de outubro, a dermatologista Jonnia Sherlock, do HU-UFS, esclarece algumas questões relacionadas a essa patologia. De acordo com ela, ainda existe muito preconceito, o que resulta em desconforto e constrangimento para a maioria dos pacientes.

“As manifestações da pele estigmatizam muito o paciente, ele tem dificuldade de se relacionar, de conseguir um emprego. Ele sofre, porque as pessoas se afastam achando que é contagioso. A ideia dos eventos que acontecem em todo o país no 29 de outubro é conscientizar, informar que a psoríase não é uma doença contagiosa, que existe o tratamento para controle”, afirma a médica.

Sinais

Os sinais de psoríase são variáveis. A doença pode se manifestar por meio de manchas vermelhas com escamas secas, esbranquiçadas ou prateadas; pele ressecada e rachada, podendo sangrar; coceira; unhas grossas, descoladas; inchaço e rigidez nas articulações, entre outros.

“A depender do tipo de psoríase, o tratamento corretamente aplicado pode ajudar muito a aliviar os sintomas desagradáveis, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente, incluindo aí aspectos sociais e até o desempenho sexual”, pontua a dermatologista.

Jonnia ressalta que a doença tem certa gravidade, porque aumenta o risco cardiovascular do paciente. “Ela se associa com inflamações em várias outras partes do corpo, além da pele, e aumenta o risco de hipertensão, de diabetes e de obesidade, por exemplo”, completa.

As lesões também podem ser agravadas por fatores emocionais, como o estresse. “O estresse emocional é um fator bastante conhecido por desencadear a doença, mas esse estresse é apenas um dos fatores desencadeantes. A redução da ansiedade também é importante no controle da doença. A psoríase tem uma base genética que faz com que o paciente esteja predisposto a manifestá-la. Com frequência a gente observa um padrão em pacientes com psoríase, ele pode ter sobrepeso, ter ansiedade, depressão, características que vão além das alterações de pele”, detalha a médica.

Prevalência

A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que cerca de 3% da população brasileira tenha psoríase. “É importante dizer que a psoríase, em teoria, não tem cura. Recentemente saiu uma nova portaria do Ministério da Saúde que incorpora ao Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos de alto custo, específicos para a psoríase, não são medicamentos novos, a grande novidade é que o SUS passou a oferecê-los e eles são específicos para a doença”, informa Jonnia.

Para ter acesso às medicações, que são de alto custo, é preciso ter uma prescrição de médico dermatologista, além do acesso, em cada estado, aos centros que distribuam medicamentos de componente especializado da assistência farmacêutica.

 

Fonte: Ascom HU

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