Pacientes do Huse levam bactéria multirresistente para o Cirurgia
Cirurgia diz que situação está controlada. Huse está livre da KPC Cotidiano 02/09/2015 17h02Por Aline Aragão e Will Rodrigues
De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital de Cirurgia, em Aracaju (SE), após os primeiros casos de bactérias multirresistentes detectados no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), em junho deste ano, a unidade adotou o procedimento de isolar todos os pacientes transferidos, até que fossem realizados exames para certificar-se da presença ou não da bactéria.
Segundo o assessor Márcio Alexandre, em alguns pacientes foi confirmada a contaminação por bactérias multirresistentes e por isso tiveram que continuar no isolamento de contato. “Até semana passada tínhamos confirmado quatro pacientes, mas todos vieram transferidos do Huse”, afirmou em entrevista ao F5 News nesta quarta-feira (2).
Márcio explicou ainda que a unidade está preparada para tratar esses pacientes e que não há motivo para pânico, já que a contaminação ocorre pelo contato frequente. Disse ainda que a situação está controlada. Também na semana passada, um paciente que tinha sido diagnosticado com a bactéria faleceu, mas,segundo o assessor, a morte foi causada por complicações cardíacas.
A Assessoria de Comunicação do Huse informou que os pacientes foram transferidos porque precisavam realizar cirurgias ortopédicas, para as quais o Cirurgia é referência no estado. Ainda de acordo com a assessoria, as duas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) que estavam isoladas por conta da infecção pela KPC já foram liberadas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e nenhum novo paciente foi diagnosticado com a bactéria.
Diante da possibilidade de resistência a bactérias multirresistentes em outros hospitais públicos, privados e filantrópicos, no final do mês de agosto, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) instalou um Plano Estadual de Contingência para Resistência Microbiana.
Trata-se de um protocolo com recomendações técnicas para evitar que bactérias multirresistentes que surjam nos hospitais permaneçam proliferando em UTIs. O plano deverá ser utilizado pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs) de todos os hospitais do estado.
“Qualquer unidade pode desenvolver germes multirresistentes mesmo com todo rigor na higiene e do controle de infecção. Os hospitais, tanto públicos quanto privados, precisam estar atentos para fazer o diagnóstico o mais cedo possível, adotando medidas de precaução para conter novos casos, a partir do primeiro que surja. Se cada instituição fizer a sua parte corretamente, conseguiremos conter surtos”, destacou Nirley Borges, técnica da Coordenação Estadual de Controle de Infecção e Segurança do Paciente.
*Com informação da SES

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