Pacientes infartados ficam sem atendimento em Sergipe
Única unidade especializada do Estado está parada
Cotidiano 25/04/2018 10h30 - Atualizado em 25/04/2018 11h00

Por F5 News

Quem tenta conseguir atendimento para tratamento de infarto em Sergipe precisa enfrentar uma verdadeira via-crúcis. A única unidade no Estado que faz procedimento de cateterismo está parada. Os pacientes infartados são levados para a Angiocor, prestadora de serviços de hemodinâmica do Hospital de Cirurgia, em Aracaju, mas desde o dia 16 de abril, o centro especializado não recebe novas demandas pela falta de materiais necessários para a realização dos procedimentos.

De acordo com o cardiologista Fábio Serra, coordenador da Unidade Vascular Avançada (UVA), um paciente infartado tem até 12 horas, após o início da dor, para realizar o tratamento, que é feito com cateterismo. Sem o procedimento, o paciente pode morrer ou ter sequelas graves, como crescimento do coração e insuficiência cardíaca.

Nessa terça-feira (24), no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), havia pelo menos 15 pacientes infartados aguardando transferência e passando por tratamentos paliativos, além de outros três na UTI.

“Os pacientes estão sendo privados do tratamento. Apesar de os médicos estarem com pagamentos atrasados, ainda estão trabalhando, mas sem material é impossível”, afirma Serra.

Em aproximadamente 90% dos casos de infarto é necessário o tratamento com cateterismo, segundo o cardiologista. Na UVA, existem 10 leitos para receber pacientes de todo o estado e o tratamento dos internados da unidade é feito na Angiocor, que atende as especialidades de cardiologia, cirurgia endovascular e neuro intervencionismo, como o cateterismo, angioplastia coronariana, periférica e cerebral, além de embolização cerebral, entre outros.

O médico André Paixão, da Angiocor, diz que se fosse levar em consideração os problemas financeiros, os serviços já teriam parado há muito tempo. “Mesmo sem receber pelos serviços hospitalares e médicos prestadores através do Hospital Cirurgia há mais de um ano, não interrompemos as atividades. Estamos impossibilitados de realizar procedimentos devido à ausência de órtese, prótese e materiais especiais, que são as OPME”, afirma.

A assessoria de comunicação do Hospital de Cirurgia informou que, em relação à pendência com a prestadora que faz cateterismo, a direção aguarda o pagamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES) para regularizar a situação. 

Ao F5 News, a SES disse que o setor financeiro negou a existência de atrasos nos repasses para o Hospital Cirurgia. Segundo a pasta, as transferências mensais estão sendo realizadas dentro do limite contratado com a Fundação Beneficente e nessa terça foi autorizado um pagamento da ordem de R$ 2 milhões referente a serviços de média e alta complexidades, que deve ser feito até a sexta-feira (27).

 

*Com informações do Jornal da Cidade

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