Pacientes renais continuam à espera de tratamento ambulatorial em SE
Cotidiano 31/01/2018 14h50Por F5 News
Ainda continua a falta de vagas para pacientes renais que buscam tratamento ambulatorial em Sergipe. Mais de 60 pacientes esperam pelo tratamento nas clínicas de hemodiálise, problema que acontece desde o ano passado. Em Aracaju, são três clínicas conveniadas e há outras duas nos municípios de Estância e Itabaiana.
Ao todo, 27 pacientes renais, de alta médica, estão represados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) aguardando pelo tratamento ambulatorial, e outros 39 estão na lista do Núcleo de Controle Auditoria Avaliação e Regulação (Nucaar).
Muitos esperam há mais de cinco meses, como é o caso da paciente Loane Pereira, 41, moradora do município de Itabaiana. “Tenho filhos e preciso voltar pra casa, por isso eu peço às clínicas que nos ajudem”.
Segundo o presidente da Associação de Renais Crônicos (Arcrese), José Lúcio Alves, a instituição não deve ir à Justiça, mas tem cobrado uma solução às autoridades estadual, municipal e federal. “Estamos apertando o cerco, pressionando politicamente e na imprensa. A judicialização não interessa, pois em face da urgência, a demora pode significar a vida de muitos pacientes”, afirma. No estado existem cerca de 2.400 pacientes renais, entre agudos e crônicos.
Ainda segundo a Arcrese, a clínica de Estância já atingiu o teto de pacientes para o atendimento. Outras unidades estão com problemas de infraestrutura e de recursos humanos. A expectativa era de que a de Itabaiana, que foi reaberta após uma interdição, abrisse mais de 20 vagas, mas apenas três foram liberadas para pacientes do Huse, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Apesar dos pacientes não estarem desassistidos no Huse, segundo o hospital, a condição para continuar o tratamento não é a ideal. De acordo com o superintendente da unidade, Luís Eduardo Correia, a direção tem buscado soluções para o caso junto à Secretaria de Estado da Saúde e outros órgãos competentes. “A gente só pode dar alta hospitalar tendo vagas garantidas nas clínicas, mas eles ficam expostos a infecções hospitalares e, além disso, ocupam leitos que a gente poderia estar usando para outros pacientes que cheguem em urgência no Pronto Socorro”, afirma.
Os contratos para vagas nessas clínicas são de responsabilidade das prefeituras dos municípios. Em entrevista à TV Sergipe, o superintendente do Huse afirmou que a Secretaria de Saúde de Itabaiana teria orientado a clínica de hemodiálise do município a não abrir novas vagas. No entanto, a secretária de Saúde Karla Mendonça esclareceu que, alegando dificuldade financeira, a clínica havia informado que não teria condições de receber todos os pacientes. “Foi acordado que até 10 de fevereiro os pacientes de Itabaiana e de Glória seriam gradativamente admitidos”, disse à TV Sergipe.
Transplantes
Desde 2012 o Estado não realiza transplante renal, segundo a SES, por falta de habilitação e credenciamento de hospitais interessados, porém, afirma que tem buscado o credenciamento com hospitais de São Paulo. Para atender os pacientes, no Huse, o Centro de Hemodinâmica está em reforma. De acordo com a superintendência do hospital, a licitação para aquisição das máquinas já foi iniciada e a previsão é que a reforma seja concluída em três meses e entregue no segundo semestre.
Com informações e foto da Secretaria de Estado da Saúde

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
