Pacientes renais esperam por tratamento em clínicas de Aracaju
Cotidiano 23/01/2018 12h35 - Atualizado em 23/01/2018 12h46Por Fernanda Araujo
Mais de sessenta pacientes renais aguardam por vagas para tratamento nas clínicas conveniadas pelo Sistema Único de Saúde em Aracaju (SE). A denúncia é da Associação de Renais Crônicos (Arcrese) e a situação já havia sido mostrada pelo F5 News em outubro do ano passado.
Cerca de 40 pessoas esperam na fila do Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nuccar), outras 23 estão represadas no Hospital de Urgência (Huse). Segundo o presidente da instituição, José Lúcio Alves, uma das clínicas já atingiu a capacidade máxima de atendimento e as outras, apesar de terem vagas, apresentam problemas estruturais, como falta de recursos humanos e equipamentos.
Na capital, são três clínicas conveniadas: Clinese, Nefroclínica e Hospital do Rim, que estavam superlotadas após a intervenção da Vigilância Sanitária no ano passado em uma clínica que presta o serviço no município de Itabaiana, agreste do estado, devido a irregularidades. A unidade naquele município voltou a funcionar há cerca de 20 dias, mas segundo Lúcio Alves, o problema ainda persiste.
“Em Estância tem a Nefroes e em Itabaiana, o Centro de Nefrologia. Mas esse problema é antigo. Temos registro de falta de vagas desde janeiro de 2017. Já vínhamos denunciando. O problema de Itabaiana só agravou a situação. Foram cerca de 110 pacientes que vieram para as clínicas em Aracaju, superlotando as clínicas”, afirma o presidente.
Para atender os pacientes remanejados e de profissionais, segundo ele, uma das clínicas que admitiu 88 pacientes alegou necessidade de fazer manutenção nos equipamentos, aporte de recursos humanos e de medicamentos da clínica interditada, uma vez que os profissionais de Itabaiana também foram remanejados para a capital sergipana. Com o retorno da clínica interditada, os profissionais retornaram ao município e, consequentemente, a capacidade de atendimento no local caiu. Na semana passada, doze vagas foram abertas, mas a clínica prometeu nas próximas semanas elevar o número gradativamente, até chegar a 48 pacientes, com a contratação de médicos e enfermeiros para novos turnos de atendimento para os renais.
Sem o tratamento ambulatorial nas clínicas, de acordo com a Arcrese, o paciente corre o risco eminente de morte, já que precisa de atendimento contínuo. “A maioria dos pacientes renais só descobre que é renal crônico quando a doença chega ao estágio terminal. Quando chega ao hospital, geralmente, ele vai para o Huse, tem que ser estabilizado, começar a fazer a hemodiálise e depois que estabiliza ele tem que ser encaminhado para as clínicas”, explica Lúcio Alves.
F5 News entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, que afirmou que a responsável pelas informações está em reunião e só deve se pronunciar à tarde.

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