Pais de alunos fazem manifestação em escola de Areia Branca
Eles apontam falta de professores e omissão do poder público Cotidiano 01/04/2013 16h45Por Fernanda Araujo
No início da manhã desta segunda-feira (1), pais de alunos da Escola Municipal Célia Franco, localizada no povoado Pedrinhas, em Areia Branca (SE), realizaram uma manifestação em frente à escola de ensino fundamental. Além disso, eles trancaram as portas a cadeados e impediram a entrada de mestres e alunos.
De acordo com um dos pais que participaram do ato, são 60 dias sem professores na instituição. Roriam Rodrigues tem um filho matriculado no 4º ano que já está sendo prejudicado com a falta de aulas. São quatro turmas sem professores (2º, 3º e 4º ano), mesmo com o período letivo tendo iniciado nas demais turmas. E isso não é novidade. “Há 4 anos as aulas começam para alguns alunos enquanto boa parte fica sem estudar, dando início às aulas um mês depois ou mais. Inclusive algumas famílias já foram notificadas que perderão o benefício da Bolsa Família por falta de frequência”, diz Roriam.
Ele explica que um concurso público foi realizado pela prefeitura em agosto de 2011, para resolver a falta de professores, tendo sido classificados 70 candidatos, no entanto, os professores ainda aguardam a convocação porque, ao invés de contratá-los, o prefeito do município, Agripino Santos, pretendeu contratar apenas 10 professores.
“O prefeito encaminhou um projeto de lei com o objetivo de contratar 10 professores, entretanto, o mesmo foi reprovado pelos vereadores, sob a alegação de que o prefeito deveria convocar os aprovados no concurso público, haja vista que o mesmo ainda está dentro do prazo de validade”, diz. O concurso tem validade de dois anos, mas já está finalizando, apesar da possibilidade de sua prorrogação por mais dois anos.
Impasse
Para tentar resolver o impasse, os pais procuraram a assessoria de comunicação da prefeitura, onde receberam a informação de que a culpa é dos vereadores que não aprovaram o projeto do Executivo, e estes afirmam que a culpa é da Secretaria de Educação do município que não enviou o ofício para a Câmara em tempo hábil para ser analisado. “Procuramos a secretária, mas ela alegou que não podia fazer nada, pois não podia contratar professores, somente o prefeito. Procuramos o prefeito e ele foi parcial diante do problema dizendo: se vocês estiverem incomodados vão vocês darem aulas”, conta.
Logo após a manifestação pacífica, Roriam Rodrigues diz que policiais estiveram na escola e abriram o portão que foi trancado, impedindo a entrada dos alunos e professores. Além disso, os policiais foram até a sua casa o ameaçando de prisão, pela atitude ilegal de fechar a unidade. “Estou consciente e tranquilo para assumir as consequências. São quatro anos de sofrimento, no ano passado tivemos que lidar com muitas situações de descaso e de abandono do poder público. Além da falta de professores tivemos que lidar com a falta de salas de aulas. Todo ano é a mesma situação, alunos ficando em casa por falta de professores”.
Na próxima quarta-feira (3) os pais estarão reunidos em um fórum localizado em Areia Branca para informar o problema ao promotor Fausto Valouis, responsável pela Promotoria de Educação do Ministério Público Estadual.
F5 News tentou contatar o prefeito Agripino Santos para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria não houve retorno.

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