Pane no sistema da Emgetis causa tumulto no Instituto de Identificação
Previsão é de que o atendimento seja retomado na próxima segunda (24) Cotidiano 20/03/2014 14h00Por Will Rodrigues
“Esse problema não é nosso, mas da Emgetis e eu só fui informado hoje”, essa foi a justificativa do diretor do Instituto de Identificação de Sergipe, Everette Ferreira, para a confusão causada na frente do órgão, na manhã desta quinta-feira (20), por usuários que não conseguiram ser atendidos, por conta de um problema no sistema do servidor central, que atende a Secretaria de Segurança Pública (SPP) e outros órgãos estaduais. Revoltados com a situação, os populares fecharam a avenida Adélia Franco, em Aracaju, com uma corda humana e pedras.
A população, que chegou cedo para ser atendida, reclamava porque desde a última terça-feira (18) não conseguia resolver as suas pendências, como foi o caso do estudante Marcos Rodrigues, mostrado ontem pela reportagem do F5 News, que voltou hoje ao instituto, mas se deparou com os serviços suspensos. “Eu preciso tirar a segunda via do meu RG, e só posso ser atendido aqui, mas há três dias não consigo por causa de uma suposta falha no sistema, disse.
De acordo com o diretor (foto ao lado), na terça-feira um email foi enviado pela Empresa Sergipana de Tecnologia da Informação (Emgetis), informando do problema, mas que havia a possibilidade de retomar as atividades a qualquer momento. Ontem (19), os funcionários do instituto paralisaram as atividades por 24 horas e às 21 horas desta quarta-feira, um novo email foi enviado pela empresa de tecnologia informando que o problema ainda não havia sido solucionado, mas a direção do órgão só tomou conhecimento do comunicado hoje pela manhã.
Ferreira ainda informou que, por conta do problema, cerca de 300 atendimentos deixaram de ser feitos por dia e que assim que o sistema voltar a funcionar um mutirão será realizado para suprir a demanda. A maior queixa de quem perdeu a viagem é que a falta de atendimento e de informação só gera prejuízos, como relatou a empregada doméstica Amanda Manuela. “Eu vim de São Cristóvão de madrugada, perdi o dia de trabalho pela terceira vez essa semana e não vou ser atendida. Eu me sinto humilhada, porque a gente só tá aqui porque precisa”, contou, indignada.
Confusão
Segundo os manifestantes, no começo do protesto, um homem chegou ao local se identificando como policial, empunhando uma submetralhadora (veja foto ao lado), e tentando dispersar a população fazendo ameaças. “Esse policial não está nem fardado e fica fazendo a gente de besta, perguntando “Quem é o valentão?” e dizendo que o que era meu tava guardado. Ele ainda chegou a empurrar uma pedra em cima do meu pé”, afirmou a dona de casa Jeane Oliveira, que chegou às 4 horas da manhã e estava com sua filha no colo.O policial citado pela população, José Nunes, se identificou como coordenador do Grupo de Combate a Roubos e Furtos (Gecrof) e disse que só queria resolver o problema e que ainda tentou formar uma comissão para falar com o diretor do instituto, mas que as mulheres recusaram. “Eu apenas tirei as pedras do meio do caminho pra liberar a pista, e evitei que eles invadissem o prédio, mas eles queriam que eu viesse com flores?”, alegou.
Cerca de duas horas depois, os ânimos foram acalmados e o tráfego na avenida foi liberado. Contudo, nesta sexta-feira (21), os serviços no Instituto de Identificação seguem parados, retornando a sua normalidade na segunda-feira (24), caso o problema no sistema já tenha sido resolvido.
Foto 3: Marcos Rodrigues
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