Paralisação do Detran prejudica pessoas que vieram de outros Estados
Cotidiano 20/01/2014 17h00Por Laís de Melo
Misaelt Dias saiu junto com os seus familiares da cidade onde mora, Salvador, em direção a Sergipe com o único objetivo de realizar o pagamento do IPVA do carro no Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), mas foi impedido de efetuá-lo por causa da paralisação dos serviços realizada nesta segunda-feira (20) pelos funcionários do órgão.
Para o condutor, o desrespeito não é apenas com os cidadãos que precisam dos serviços, mas também para com os funcionários que estão sem receber aumento e o próprio salário. “Isso é culpa do governo, porque um órgão desses recolhe tanto imposto e chega a esse ponto. Acho isso um abuso. Somos cidadãos e precisamos de auxílio do Detran”, disse.
Os baianos tiveram despesas com hotel, hospedagem, gasolina, tudo que é necessário para realizar uma viagem, e foram recepcionados pelo não atendimento, segundo Misaelt. De acordo com ele, ter que esperar para ser atendido amanhã irá lhe causar transtorno e prejuízo. “Vamos ter maiores despesas. Afinal, vamos ter que ficar hospedados mais um dia em hotel”, disse, insatisfeito.
Para Erivan Barros (foto acima à direita), que veio de Ribeira do Pombal, no estado da Bahia, para emplacar um carro no Detran de Sergipe, chegar aqui e encontrar o órgão em greve não foi nenhuma surpresa. “Acontece sempre, não é? Greve aqui acontece direto. Então é esperar para o dia de amanhã. Eles prometeram regularizar os atendimentos amanhã (21)”, ressaltou.
O único serviço que estava funcionando no órgão na manhã de hoje aconteceu de forma lenta. O motorista Isaque Sobral (foto à esquerda) estava aguardando na fila de entrega de documentos cerca de uma hora e não havia sido atendido, o que estava prejudicando o seu trabalho. “Nós que dependemos desse órgão sempre para efetuar alguns pagamentos ficamos impossibilitados de trabalhar, como está acontecendo comigo porque não consegui ainda pegar o documento”, reclamou.
O mesmo se passa com o jovem Anderson Góis (foto abaixo), que está há 30 dias tentando renovar a carteira de habilitação, da qual precisa para poder realizar o seu trabalho legalmente. Anderson não aceita que as taxas do órgão sejam tão caras enquanto existe falha no atendimento. “É um absurdo essa situação, tudo aqui é caro, não tem nada barato, e quando você precisa do serviço pra você andar corretamente, na linha, como é que vai?”, questionou o condutor.
Fotos: Rafael Lima

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