Parcelamento de salários revolta servidores de SE, que prometem greve
Cotidiano 30/10/2015 12h00Por Fernanda Araujo
O Governo de Sergipe parcela os salários dos servidores pela segunda vez este ano e, para as categorias de servidores públicos, de forma ainda mais prejudicial este mês, já que a maioria só vai receber até o limite de mil reais no próximo sábado (31). A justificativa do governo para o parcelamento maior é a proibição do uso dos depósitos judiciais.
Os servidores da Educação, aposentados, inativos e pensionistas do Sergipe Previdência (Funprev), pensões alimentícias, servidores lotados no Detran, Junta Comercial (Jucese), Adema, Segrase e Ipesaúde receberão integralmente até amanhã, mas aos demais a segunda parcela se estenderá até o dia 11 de novembro.
A medida revoltou várias categorias que já ameaçam paralisações e, mais uma vez, retirar as contas do Banese. Os servidores do Fisco devem realizar mobilizações e deliberar greve por tempo indeterminado, novamente, em próxima assembleia geral no dia 03 de novembro, às 15h30, como forma de pressionar o governo estadual a pagar integralmente a folha. A diretoria do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco) aponta que o governo tem se mostrado insensível às reivindicações da categoria e quer calar os servidores atrasando os salários.
Diante dos parcelamentos, a Associação de Delegados (Adepol) e o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) também repudiam a medida do governo desde o primeiro parcelamento dos salários, realizando paralisações pontuais de advertência nas delegacias do Estado, a chamada “Operação Parcelamento”.
Para o presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT), Rubens Marques, o servidor público estadual não tem o que comemorar, por estar vivendo em um longo período sem reajuste e sem perspectiva de avanço.
“As notícias que chegam são as piores, é de que o parcelamento dos salários podem se tornar uma prática pelo menos até o final do ano. O trabalhador cumpre com seu papel e o Estado não cumpre com o dele. Defendemos as mobilizações unificadas de todos os servidores como uma saída para imprensar o governo", disse. E completa: o Governo do Estado fala muito em crise. Ele fez o dever de casa? Não dá para falar em crise e não cortar cargos de comissão, não fundir secretarias, não ajustar a máquina. Parece que a crise é só para o servidor. O salário deles não sofre alteração, a política de apadrinhamento se mantém e quem está pagando o preço da crise são os trabalhadores. O governo não tomou uma medida que acene com a possibilidade de superar o problema. A gente precisa reagir com mais força”.
Parcelamentos
Em julho, o Estado parcelou parte dos salários dos servidores estaduais. Alguns receberam os vencimentos em duas parcelas, a primeira – de R$ 2.000 – no dia 31 e a segunda até o dia 11 de agosto. Em outubro do ano passado, o Estado também havia parcelado, pagando a primeira parcela de R$ 1.500 dentro do mês e o restante dos valores até o dia 11 de novembro.
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Foto: arquivo F5 News

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