Passarela do Artesão se torna um misto de abandono e prejuízo
Cotidiano 29/06/2012 15h00

Por Mirella Mattos

Nem mesmo o Arraiá do Povo e, consequentemente, o grande número de pessoas que tem circulado todas as noites na Orla da Atalaia conseguiu impulsionar as vendas na Passarela do Artesão.  De acordo com Richard Franklin (foto), cuja família possui duas lojas no local, o volume de negócios tem sido mínimo e os prejuízos se acumulam.

“Em relação ao mesmo período do ano passado, tivemos uma queda de 90%. Essa é a realidade da grande maioria dos artesãos. Desde a saída do J. Inácio e a mudança para a passarela, há nove meses, a gente só leva prejuízo. Não consigo mais honrar meus compromissos. Tive que vender um terreno e ainda assim estou atolado em dívidas”, afirmou Franklin.

Contraste

Se nos arredores do Centro de Arte e Cultura J. Inácio era possível ter um faturamento bruto de R$ 2 mil por final de semana durante os festejos juninos, atualmente nem mesmo o valor mensal atinge tal faturamento.

“Aqui as vendas são quase zero. Tem semana de a gente vender R$ 30. Se antes a gente conseguia ter um padrão de vida melhor, eu, por exemplo, tinha até comprado um apartamento na planta, agora não tenho meios de quitar as parcelas e vou ter que me desfazer desse sonho”, revela o artesão.

Parte da minoria que se mostrou contrária à transferência para a Passarela do Artesão, Franklin revela que o grupo tem sido tratado num tom entre a ameaça e o desdém pela Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur). “Estive lá para pedir uma solução para o problema e eles disseram que se estou insatisfeito é para entregar o ponto, mas que, se eu entregasse, não poderia vender em nenhum outro ponto da Orla. Falei que não ia devolver porque não foi de graça. No mês passado, paguei a última parcela”, explica.

Ainda segundo Franklin, a Emsetur falhou no acordo formalizado com os artesãos que previa, após a mudança, a divulgação e sinalização do local. “A gente está aqui pior que cachorro. Não tem uma placa que indique onde a gente está. Não foi feita divulgação alguma. Por conta própria essa semana fizemos panfletagem, mas os turistas que apareceram nem entraram por medo. Aqui falta segurança, iluminação, tudo”, disse.

Emsetur

A assessoria de comunicação da Emsetur foi procurada para prestar esclarecimentos via telefone, mas até o fechamento da matéria o contato não foi possível.

 

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