Pé de manjelão suja lanchonetes na Praça Tobias Barreto
Cotidiano 30/04/2012 16h45

Por Fernanda Araujo

Usada em doces, sucos e em outros ingredientes saborosos, pés de manjelão ou jamelão têm causado transtornos a clientes e funcionários de lanchonetes em Aracaju. A coloração escura dos frutos provocam manchas nas mãos, tecidos, calçados e pinturas de veículos, torna-se a planta pouco indicada para o preenchimento de espaços públicos.

Lanchonetes, clientes e taxistas convivem com essas pequenas sujeiras durante todo o dia na Praça Tobias Barreto localizada no bairro São José, próximo a catedral. A árvore de quase dez metros de altura, segundo um funcionário de uma lanchonete, chega a atrair abelhas, além de causar outros constrangimentos de quem passa pelo local. “Cai no suco, cria sujeira, às vezes até trás abelha para aqui, um dia desse uma cliente foi picada por uma”, afirma José Samuel Andrade.

Apesar de confirmar a presença de funcionários de limpeza no local, Samuel prefere a retirada da árvore. “Todo dia vem alguém para limpar e quando não limpam a gente mesmo faz isso. Os mais prejudicados são os clientes, o lugar aqui sempre está sujo. Era para retirar a árvore, mas até agora nada. Eu prefiro que cortem”.

O taxista e cliente da lanchonete, Clodoaldo Lins Santana, é contra a retirada da árvore, mas pede que a Emsurb intensifique a limpeza. “Eu sou contra a retirada da árvore, porque mata até a fome de alguém que passar. Agora tinha que ter a limpeza mais intensa, apesar de ter um rapaz aqui que varre uma vez por dia, poderia limpar uma vez de manhã e outra à tarde”, diz.

A assessora de comunicação da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Mayussane Matsunae, explica que este é um processo natural do período frutífero dessa árvore. “Estamos no período de manjelão, e não só estes como têm várias árvores na cidade, as pessoas ligam reclamando da ‘sujeira’, que tem muita folha. A gente pede a compreensão e a cooperação das pessoas, porque é só um período. A prefeitura está no processo inverso, de não retirar as árvores, mas de plantar mais”, esclarece.

Sendo uma árvore antiga, Mayussane afirma que antes não havia a preocupação em escolher árvores entre os espaços públicos da capital, sendo assim, tornando mais dificultoso o trabalho de limpeza. “Antigamente não tinha esse cuidado que hoje temos de colocar determinadas árvores em lugares específicos, como temos no Parque da Sementeira”. Para intensificar a limpeza, a gerência responsável do local será comunicada pela Emsurb.

 

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