Pesquisa traça perfil da enfermagem em Sergipe
Cotidiano 28/05/2015 19h30Por Aline Aragão
Sergipe foi o primeiro estado a divulgar os dados da pesquisa que traça o perfil da enfermagem no país. O lançamento aconteceu na tarde desta quinta-feira (28), no auditório de uma faculdade em Aracaju, e reuniu profissionais e representantes do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizadora da pesquisa.
Segundo os organizadores, essa é a maior pesquisa da América Latina sobre uma categoria profissional. A ideia surgiu há 20 anos, mas somente nos últimos cinco começou a ser concretizada. A pesquisa durou dois anos e ouviu mais de 30 mil profissionais, entre enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, atingindo um público de 1,6 milhões de profissionais.
De acordo com a pesquisa, dos 3,5 milhões de profissionais no Brasil, a saúde representa 50%, desses, 1,7 milhões são profissionais da enfermagem e, levando em consideração que a pesquisa foi realizada há dois anos, estima-se que a categoria já tenha atingido a marca de 2 milhões de profissionais.
Outro dado relevante foi o aumento de profissionais do sexo masculino, o que caracteriza a masculinização da profissão. Segundo os dados, em 1990 eram 2% de homens, hoje já são quase 20%.
Além disso, o destaque vai para os baixos salários, o desemprego e estresse devido à carga excessiva de trabalho. A pesquisa mostrou também que a maior concentração de profissionais está na capital, apenas 30% está no interior e que muitos deles estão no serviço público.
Entre os pontos positivos está a qualificação profissional, que aumentou consideravelmente, ficando acima de outras profissões. “O profissional que hoje é auxiliar de enfermagem quer ser técnico e/ou fazer uma graduação. A pesquisa mostrou essa realidade, os profissionais estão bem qualificados”, disse o coordenador de comunicação do Cofen, Neylson Freire.
Segundo a presidente do Coren, Maria Claudia Tavares de Mattos, Sergipe não difere muito do restante do país, em relação à profissionalização, salários, e carga horária; sendo que no estado a predominância ainda é feminina - são 87% de mulheres para 12% de homens.
Para Claudia Mattos, os dados apresentados vêm para dar subsídios e fortalecer a luta pela valorização profissional, principalmente no que se refere à carga horária. “Esses dados trazem muitas reflexões e o que mais chama atenção é o nível de estresse em que a nossa categoria está. Não dá mais para os profissionais de saúde trabalharem com essa carga horária exorbitante”, disse.
A presidente disse também que o Coren Sergipe está honrado por ter sido o primeiro estado a ser escolhido para lançar e apresentar esses dados para a população.
Segundo coordenadora institucional da pesquisa e conselheira do Cofen, Mirna Frota, de posse desse perfil, a ideia a partir de agora é subsidiar políticas públicas de saúde, algumas já existentes, outras que a categoria pode propor para buscar uma transformação no processo do profissional de enfermagem, como foco em sua valorização.

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