PF desarticula uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas do país
Três dos oito acusados moravam em Sergipe Cotidiano 17/09/2014 17h22Por Aline Aragão e Will Rodrigues
Uma investigação da Polícia Federal, que durou cerca de 10 meses, culminou com a operação Pedra 90, deflagrada nesta quarta-feira (17), em cinco estados: Sergipe (Aracaju), Alagoas (Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Joaquim Gomes), Pernambuco (São Lourenço da Mata), Mato Grosso (Várzea Grande) e Pará (Marabá), onde foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, oito de busca e apreensão e um de condução coercitiva - todos expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju/SE.
As investigações apontaram que os oito acusados faziam parte de uma quadrilha de tráfico de entorpecentes que atuava em topo país, vindo a ser considerada uma das mais atuantes em todo território nacional.
De acordo com o Delegado da Polícia Federal, Daniel Hortal (foto abaixo), durante a operação, a polícia conseguiu apreender cerca de 400 quilos de crack, somente em Aracaju/SE, além de veículos e bens imóveis, oriundos da aplicação do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. As contas bancárias dos presos foram bloqueadas. Ainda segundo Daniel, os entorpecentes eram comprados no estado de Mato Grosso e distribuídos em todo o nordeste.
Durante a investigação, constatou-se que, entre as várias formas de dissimular o ganho proveniente com o tráfico de drogas, o grupo investia na compra de cavalos de raça para uso em circuitos de vaquejada em todo o brasil. Somente como exemplo, um dos chefes da organização, preso na operação, Cícero Bezerra da Silva, vulgo Cicinho, proprietário de um Haras na cidade de Palmeira dos Índios/AL (HARAS PADRE CÍCERO), recentemente teria negociado um cavalo pelo valor de R$ 200.000,00. O mesmo já teria sido alvo da Polícia Civil do Estado de Alagoas no ano de 2012, porém, conseguiu fugir antes da chegada dos policiais civis à sua residência e atualmente respondia processo em liberdade.Outro integrante da organização preso foi Nilo Soares, que utilizava uma série de nomes falsos. O mesmo se encontrava foragido da justiça do Mato Grosso, possuindo condenações por roubo e quadrilha (1999, 2002 e 2003) em Porto Velho/RO e Rondonópolis/MT, tráfico de drogas e porte ilegal de armas (2007 e 2008) nos Estados de Alagoas e Mato Grosso.
No momento de sua prisão NILO tentou fugir pela garagem do apartamento de luxo que residia na cidade de Maceió/AL, porém, não obteve sucesso na fuga.
Um dos responsáveis pela distribuição de entorpecentes da organização criminosa pelo Nordeste, Rodrigo Ayres Neves foi preso em São Lourenço da Mata/PE
Em Aracaju, no Bairro Atalaia, foi presa Eliane Magalhães Dezan, a qual era responsável pela distribuição do entorpecente no Estado de Sergipe, na capital e interior. Na casa de ELIANE foram apreendidos crack e valores em dinheiro.
Outro membro da quadrilha, responsável pela remessa de drogas do Estado de Mato Grosso a Sergipe, Fábio Antônio Dezan foi preso na cidade de Cuiabá/MT. Na casa de FÁBIO, também foram aprendidos drogas e valores em dinheiro.
Cumpriram-se também em Aracaju/SE, outros dois mandados de prisão preventiva, em desfavor de Greuber Aristóteles Ribeiro E Deivit Roberto Dezan, os quais já teriam sido presos (pois já em liberdade), ainda no corrente ano, nesta capital, transportando 90 kg e 202 kg de crack, respectivamente.
Da mesma forma, foi preso na cidade de Vitória da Conquista/BA, Marciano Alves Fernandes, conhecido locutor de vaquejadas na região Nordeste. O mesmo já respondia perante a 4ª Vara Criminal de Aracaju/se pelo crime de tráfico de drogas, pois fora flagrado transportando no final do ano de 2013, cerca de 65 kg de crack, em um caminhão boiadeiro.
Durante a Operação foram apreendidos drogas (crack), dinheiro e veículos. Além de diversos imóveis, tais como um Haras na cidade de PALMEIRA DOS ÍNDIOS/AL, uma fazenda de criação de gado do estado do PARÁ (MARABÁ), entre outros imóveis como terrenos e casas, além de contas bancárias.
Pedra 90- expressão utilizada considerando que no mês de janeiro de 2014 foram apreendidos 90 kg de crack, entorpecente conhecido como pedra pelos traficantes. Além disso, o termo “pedra 90” é uma gíria utilizada para denominar “pessoa legal”, exteriótipo que os presos tentavam transparecer, se apresentando sempre como empresários bem sucedidos, em especial, no ramo de vaquejada.
Fotos: Polícia Federal e Aline Aragão.
*Com informações da Polícia Federal.

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