Plantadores de cana de São Cristóvão recebem cartões do Mão Amiga
Retirada do benefício acontecerá no final de junho e pelos próximos três meses Cotidiano 27/06/2019 14h17 - Atualizado em 27/06/2019 14h29Na manhã desta quinta-feira (27), no Paço Municipal, os 63 sancristovenses beneficiários do Programa Estadual Mão Amiga (plantadores de cana-de-açúcar) receberam cartões e senhas para a retirada de quatro parcelas mensais no valor de R$ 190,00.
A solenidade contou com as presenças da secretária de Estado da Inclusão, Assistência Social e do Trabalho (Seit), Lêda Lúcia Couto de Vasconcelos, do prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, da secretária municipal de Assistência Social e do Trabalho (Semast), Elaine Barroso, da presidente do Sindicato dos Agricultores e Agricultoras de São Cristóvão, Maria do Carmo Batista Santos, do presidente da Câmara dos Vereadores, Paulo Júnior além dos vereadores: Toni da Academia, Rafael da Colina, Djalma Santana, Diego Prado e Regi do Rosa Maria.
A retirada do benefício acontecerá agora no final de junho e também pelos próximos três meses. Segundo Lêda Lúcia Couto de Vasconcelos, ao longo dos últimos dez anos, o Mão Amiga passou por mudanças significativas, mas sempre para atingir o maior público de beneficiários. “Estamos aprimorando o programa e tanto o governador Belivaldo Chagas quanto a vice-governadora, Eliane Aquino estão trabalhando para que esse programa não acabe, inclusive, tivemos uma reunião com o governador e ele já sinalizou que expandiremos este benefício também para os trabalhadores da bacia leiteira. Precisamos também construir possibilidades para esses agricultores e plantadores através de parceria com o Sistema S. Estamos trabalhando para melhorar a qualidade de vida desses sergipanos”, disse.
O prefeito Marcos Santana enalteceu o programa estadual e frisou que a prefeitura vem trabalhando em parceria com o governo para inserir os plantadores de cana e agricultores dentro das políticas de benefícios públicos. “Estamos atuando para facilitar o acesso de nossos agricultores e plantadores em programas deste tipo. Assim, nos últimos anos, a Semast duplicou o número de beneficiários devido ao trabalho de busca ativa desse público que vem acontecendo constantemente. Temos que parabenizar o Governo do Estado que está atendendo nossos plantadores neste momento em que eles mais precisam de apoio, que é o período da entressafra”, disse.
De acordo com a secretária municipal da Semast, Elaine Barroso, a prefeitura serve de ponte entre o benefício estadual e o público atendido, mas fortalecendo também as relações de independência que esses plantadores precisam desenvolver ao longo da vida. “Além de facilitarmos o acesso ao benefício, a prefeitura vem trabalhando em ações de capacitação, palestras e oficinas, tudo para capacitar ainda mais essas pessoas”.
Segundo Maria do Carmo Batista Santos, o valor será um importante complemento na renda familiar destes plantadores. “Os agricultores e plantadores têm vidas sofridas e esse valor vem a ser um complemento importante na vida destas pessoas. Como não possuem direito a seguro desemprego, eles possuem neste benefício uma forma de amenizar a situação financeira”, frisou.
Para o plantador José Adriano dos Santos, que reside no povoado Cardoso, o benefício virá na hora exata. “Usarei esse dinheiro pra comprar comida e ajudar nas despesas familiares. Todas as pessoas que recebem usam para completar a feira e as compras de casa. Acaba sendo muito útil pra todos nós”.
Mão Amiga
Criado em 2009 para diminuir os efeitos do desemprego causados pelas entressafras dos cultivos da cana e da laranja, o Programa Mão Amiga paga, anualmente, um benefício de R$ 760 aos trabalhadores rurais que atuam nas respectivas lavouras, divididos em quatro parcelas de R$ 190,00.
Para além da transferência direta de renda, o Mão Amiga, que completa 10 anos em 2019, tem se preocupado em levar formação para os seus beneficiários através dos seminários, que acontecem entre o pagamento da 3ª e 4ª parcelas, abordando temáticas variadas tais, como: prevenção e uso de EPIs na manipulação de defensivos agrícolas; surdez como possível consequência do uso de agrotóxicos; prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, saúde do trabalhador; direitos sociais e trabalhistas, através de parcerias com o Centro de Referência de Saúde do Trabalhador- CEREST; a Universidade Federal de Sergipe, a Federação dos Trabalhadores Rurais de Sergipe - FETASE, Emdagro, Secretaria de Estado da Saúde e as secretarias Municipais de Assistência Social, Saúde e Agricultura, e a equipe da própria SEIT.
Fonte: Prefeitura de São Cristóvão

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