PM diz que denúncia da Associação dos Militares tem cunho político
Amese afirma que novos policiais atuam sem proteção Cotidiano 30/09/2014 16h00Por Lays Millena
A Associação dos Militares de Sergipe (Amese) enviou um ofício ao Ministério Público de Sergipe (MP-SE), em nome do promotor de Justiça João Rodrigues Neto, curador do Controle Externo da Atividade Policial. No ofício, enviado na última segunda-feira (29), o assessor jurídico da Associação, Márllo Damasceno, afirma que alunos do Curso de Formação dos novos Policiais Militares estão atuando na capital sem a utilização de coletes balísticos. “Eu verifiquei que os alunos estavam trabalhando no Centro e no Bairro Siqueira Campos apenas com cassetete e colete reflexivo. Sabemos que eles não podem estar armados, mas o colete balístico é indispensável e o Estado não pode negligenciar a proteção dos alunos”, afirmou.
Outro problema apontado no ofício é a ausência de um policial para supervisionar a prática dos alunos. Segundo Márlio Damasceno, isso tem ocorrido na capital. “Na rua Florentino Menezes, por exemplo, onde existem pontos de tráfico e prostituição, vimos alunos sozinhos, sem o colete balístico. Em um caso de assalto, o policial é acionado. E se esses alunos precisarem de um policial armado? É necessária a presença de um instrutor, para orientar os alunos”, defendeu o advogado.
De acordo com o assessor jurídico, o promotor de Justiça João Rodrigues Neto parabenizou a ação da Amese e vai analisar o ofício. “Depois, o Ministério Público vai nos enviar um parecer, com todas as providências que forem tomadas”, informou.
Quando questionada sobre o assunto, a assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe (PM-SE) informou que a PM não iria se manifestar sobre o assunto. Segundo o assessor, Coronel Paiva, a denúncia da associação tem cunho meramente político. “O presidente da Amese e os demais envolvidos deveriam respeitar a Lei Eleitoral. Estão tentando politizar um assunto que é técnico. Na nossa visão, eles estão burlando a Lei Eleitoral, porque estamos vivendo um período político. Por isso, a Polícia vai tomar as providências cabíveis”, afirmou o coronel.
No entanto, para o advogado Márlio Damasceno, a situação merece a atenção do Governo do Estado, pois envolve a segurança de vários profissionais. “Antigamente, o bandido tinha medo da Polícia, mas hoje ele enfrenta e às vezes com armamentos melhores que os dos próprios policiais”, disse.

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