PM’s em desvio de função podem voltar ao policiamento ostensivo
Cotidiano 03/10/2011 15h57

Por Fernanda Araujo

Até o final deste ano, os policiais militares que trabalham no setor administrativo, no chamado desvio de função, deverão voltar às ruas. A operação denominada “Fecha quartel” foi ordenada pelo Comando da Polícia Militar de Sergipe (PM) devido à necessidade de suprir a falta de policiais efetivos no policiamento ostensivo da capital.

Segundo o assessor de imprensa da PM, capitão Charles, os policiais escalados pelo comandante para realizar o policiamento ostensivo serão identificados nas ruas com uma faixa refletora de cor verde. “Será em alguns dias na semana, porque se for feito todos os dias a polícia para. Aproximadamente terá uma média de 70 policiais por dia realizando a atividade de segurança pública”, afirmou.

“Foi feito um pequeno prejuízo às atividades administrativas do quartel em detrimento do benefício que esse policial traria a sociedade trabalhando na rua. Esses policiais prestam serviço que são auxiliares ao serviço operacional, pelo fato de apurar crimes, ouvir testemunhas, colher provas e etc.”, explicou Charles, comentando que os policiais receberão o mesmo salário sem prejuízos.

Apesar de concordar com o policiamento nas ruas, um policial que preferiu não se identificar, contou que não obteve novo treinamento e instrução para ir às ruas. Além disso, ele afirmou que não tem colete balístico para todos os policiais que saem à rua. Porém, ele retrata que o trabalho administrativo independe do serviço operacional. “Não é só porque estou na parte administrativa que a gente não deixa de fazer o serviço operacional. Mesmo no administrativo saíamos para fazer a segurança de eventos e para cumprir a carga horária também”, disse.

Contra a decisão, o vice-presidente da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (AMESE), sargento Edgar, declarou que os militares não estão preparados para o serviço. “O policial tem que trabalhar além da conta para suprir a necessidade da falta de PM’s nas ruas. E jogam a culpa na Polícia Militar. A culpa é da gestão”, contestou.

Para Edgar a operação é midiática. “Estamos vivendo de mídia. Espalham viaturas na capital e no interior para o povo ver que têm policiais, mas na verdade, mantém os policiais durante 12h, sem que eles possam se deslocar deixando os locais vulneráveis”, critica o sargento.

De acordo com Edgar, é preciso obter uma polícia comunitária em cada bairro tanto na capital, quanto no interior, que trabalhem realizando um planejamento de segurança em conjunto com a Radiopatrulha (RP), para promover interação entre a polícia e a comunidade.

O sargento conclui que a problemática maior está ligada a policiais que estão em desvio de função. Segundo ele, há menos de cinco mil homens na ativa, exatamente 4.822 homens trabalhando nas ruas. Em registro oficial, 596 homens estão em desvio de função, ou seja, mais de 10%, sendo que extra-oficial, há aproximadamente 800 a 1000 policiais.

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