Polícia Civil e Cogerp entram em greve em Sergipe
Cotidiano 20/03/2014 11h20Por Fernanda Araujo
Após não serem recebidos pelo secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão de Sergipe, João Augusto Gama, e irem de carreata até o Palácio de Veraneio ao encontro do governador Jackson Barreto na manhã de quarta-feira (19), os policiais civis e servidores da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) decidiram entrar em greve a partir de hoje (20) em assembleia na noite de ontem. Essa já é a primeira greve da categoria na atual gestão.
As categorias esperavam discutir novamente as reivindicações na Seplag quando receberam a informação de que não seriam recebidos pelo secretário, pois ele estava participando da assinatura do concurso para perito com o governador no Palácio de Veraneio. Inconformados os servidores seguiram ao Palácio de Veraneio para cobrar uma posição do governador, no entanto, segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), também não foram atendidos.
Hoje pela manhã os servidores se concentram na porta do Centro de Operações Policiais Especiais – Cope. A assessora de comunicação da Seplag, Adrine Cabral, confirmou a versão anterior de que os servidores foram recebidos na semana passada e já havia uma reunião agendada para amanhã (21) às 11h, mesmo assim foi oferecido a eles um encontro ontem com a secretária adjunta, porém, o sindicato não deu resposta e partiram para o Palácio. Ela disse ainda que a reunião continua marcada para esta sexta.
S
egundo o representante do Sinpol, Rosendo Filho (ao lado), as categorias estão respeitando o limite de 30% de servidores nos serviços, previsto por lei. No entanto, o atendimento à população será de forma precária, já que o contingente se reduziu significativamente. “Trinta por cento reduz em uma pessoa para fazer BO, mediação, inquérito, por exemplo. Há setores que irão ter que parar mesmo. A população vai sofrer, infelizmente. Pedimos paciência. Tentamos evitar isso, mas fomos feito de palhaços”, disse.Rosendo Filho aponta que os policiais civis e servidores do Cogerp, que integram o IML e os demais institutos de Identificação, Criminalística e Estatística, foram tratados com desrespeito já que uma reunião com o secretário estava marcada para ontem, quando daria uma posição sobre as reivindicações. “Isso [a greve] é fruto de um governo que não nos responde. Um instrumento de luta que o servidor tem é a greve. Estamos apelando para negociação, quem vai dizer quando a greve vai acabar é o governo. Nós entramos porque ele nos colocou”, afirma.
Sobre a revolta dos cidadãos que procuraram novamente os serviços do Instituto de Identificação na manhã de hoje, mas foram surpreendidos com as portas fechadas, o representante alega que a categoria procurou ao máximo evitar esse tipo de situação. “O pessoal da Adepol – Associação dos Delegados da Polícia Civil – já foi recebido ‘n’ vezes pelo governador. Inclusive, vi uma reportagem que ele conversou com a Adepol, e a Adepol iria conversar com o Sinpol, isso não existe. Somos outra entidade, representantes legais da categoria. A conversa tem que ser com o Sinpol”.
E continua – "Faço aqui uma observação: eles falam muito que nós tivemos um reajuste. Mas estamos em um barco, estávamos morrendo afogados na época em que ganhávamos o quarto salário. Houve uma melhora, mas já há uma deflação muito grande, quando nós pleiteamos, ganhamos 45% do delegado, agora já está 32%. O barco furou. Se não pularmos desse barco ou não consertarmos certamente vamos voltar a naufragar. Amanhã estaremos reunidos em frente ao IML, até que o governo se sensibilize. Não vamos posar como o bobo da corte. Vamos permanecer de braços cruzados, sim, até uma posição do governo".
Policiais civis não são recebidos na Seplag e vão cobrar do Governo
Policiais Civis e servidores das perícias de Sergipe podem entrar em greve

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