Polícia conclui inquérito sobre morte de criança em Simão Dias (SE)
Mãe e padrasto foram indiciados por homicídio qualificado Cotidiano 12/12/2017 16h20 - Atualizado em 12/12/2017 16h33Por F5 News
A Polícia Civil de Sergipe concluiu nesta terça-feira (12) o inquérito que apurou o assassinato de uma criança de um ano e nove meses, no município de Simão Dias, região Sul de Sergipe. O padrasto, José Leandro Santana Santos, que está preso desde o dia 17 de novembro , e a mãe da criança foram indiciados por homicídio qualificado.
A menina foi espancada pelo padrasto no dia 30 de outubro, chegou a ficar internada por 10 dias no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, mas não resistiu e morreu vítima de traumatismo craniado e outras lesões decorrentes das agressões.
Segundo o delegado responsável, Clever Farias, a conclusão do inquérito teve como resultado o indiciamento do padrasto e da mãe da criança, que não foi presa por estar amamentando o filho recém-nascido. "Apesar de não estar presa, ela foi indiciada pelo mesmo crime. Os órgãos de proteção à criança vão fiscalizar a mãe para que isso não se repita com outras crianças", disse.
Relembre o caso
De acordo com a polícia, no dia 30 de outubro, a mãe - na época grávida de nove meses - e o padrasto levaram a menina para a unidade de saúde de Simão Dias e alegaram que ela teria engasgado. Durante o atendimento médico foi verificado que a criança apresentava múltiplas fraturas e lesões nos olhos, lábios, orelha e virilha, além de apresentar um quadro de traumatismo craniano. A vítima foi transferida para o Huse, em Aracaju, e acabou morrendo no dia 9 de novembro. Depois do ocorrido, o casal fugiu de Simão Dias.
No andamento das investigações, funcionários do hospital e conselheiros tutelares foram ouvidos, juntamente com testemunhas, que revelaram que o acusado costumava agredir a criança. O laudo cadavérico indicou ainda fraturas anteriores, já calcificadas, no fêmur e no joelho.
José Leandro foi preso no dia 17 de novembro, na casa de familiares no município de Lagarto. Ao ser ouvido, alegou que a criança teria caído da cadeira após ser agredida com uma sandália. Ele disse ainda que a menina chorava muito e isso o deixava irritado.
*Com informações da SSP/SE

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
