Polícia Federal decide pela manutenção da greve
Decisão foi tomada pelos representantes dos 27 estados
Cotidiano 31/08/2012 15h22

Por Sílvio Oliveira

O Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em assembleia geral realizada nesta quinta-feira (30), em Brasília (DF), ratificou a decisão de agentes, escrivães e papiloscopistas de permanecerem em greve por tempo indeterminado.

Em Sergipe continuam interrompidos os processos de investigação, oitiva e prisão. A entrega de passaporte e o registro de armas estão sendo feitos normalmente, a fim de que não cause mais transtorno para a população.

O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Sergipe, Durvalino Xavier, chegou a Aracaju na tarde desta sexta-feira (31) e disse que a permanência da greve é fruto do não avanço das negociações com o Governo Federal, que, segundo ele, teima em continuar oferecendo uma contraproposta que contradiz com o que pede a categoria.

O sindicalista informou que na segunda-feira (03) haverá uma reunião com a base local do movimento para elaborarem um calendário de mobilização.

No âmbito nacional, a categoria irá preparará uma cartilha de procedimentos funcionais, que será pautada pela estrita legalidade para o desempenho das atribuições de agentes, escrivães e papiloscopistas.

Atualmente, as atribuições dos policiais federais em greve estão regulamentadas através de normas internas como de nível médio. A adoção do manual irá implicar várias limitações nas atividades policiais até então rotineiramente desempenhadas, mas não reconhecidas. Até hoje, a Polícia Federal não tem uma lei orgânica.

Reivindicações

A greve dos policiais federais foi deflagrada na quarta-feira (15/08), por tempo indeterminado. Antes disso, os policiais federais tinham paralisados as atividades por três dias, no dia 07 de agosto.

Os policiais federais reivindicam a reestruturação de vencimentos e da carreira de agentes, escrivães e papiloscopistas.

O salário inicial desses três cargos é de R$ 7,5 mil, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados, cujo vencimento de início de carreira é R$ 13,4 mil. De acordo com o sindicalista, há uma distorção muito grande nos vencimentos, haja vista que as três categorias continuam recebendo como se não fosse nível superior.

Foto: Fenapef

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