Polícia investiga quadrilha que roubava materiais da Fundação de Saúde
A unidade pode entrar com ação reparatória contra os danos causados
Cotidiano 12/12/2012 11h26

Por Fernanda Araujo

A 2º Delegacia Metropolitana da Polícia Civil apresentou a quadrilha de cinco pessoas, acusada de roubar materiais da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), em Aracaju (SE). Alguns funcionários da Fundação roubavam os materiais e desviavam para a empresa Lifemed que, por sua vez, revendia para a FHS e demais unidades de saúde.

Eles respondem por furto cometido por funcionário de órgão público, receptação e formação de quadrilha de materiais hospitalares, como luvas, máscaras e seringas, entre outros. A polícia investiga também se os acusados desviavam algum tipo de medicamento, além da participação de um sexto envolvido ou de outros funcionários. A delegacia acredita que a quadrilha agia há pelo menos cinco meses.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Melo e a superintendente da Polícia Civil, Katarine Feitosa, uma testemunha flagrou o motorista terceirizado Renisson de Carvalho Santos e os funcionários temporários Jenilson Lopes dos Santos e Josuilson Jorge dos Santos, descarregando caixas com esses materiais na residência de um ex-funcionário da FHS, Helber Pereira Mota. “O denunciante fotografou e informou à FHS. A Fundação procurou os delegados da 2º Delegacia Metropolitana e daí começamos a investigação”, relata Katarine.

O empresário Marcelo Santos Araújo (foto ao lado), proprietário da Lifemed é a quinta pessoa no esquema. De acordo com Fernando Melo, acredita-se que o empresário sabia que o material era roubado, menos a origem das mercadorias. Inicialmente foi preso o receptador Helber e, depois os outros funcionários, na porta do Hospital de Urgência de Sergipe. “Nenhum deles tem passagem pela polícia. Eles articulavam a ação e o dinheiro era dividido por igual. A informação é que a compra e a venda desses materiais eram somente na capital”, afirma. Os acusados continuam detidos pela Polícia Civil.

Prejuízos serão contabilizados

Ainda não há noção dos prejuízos causados à Fundação. Segundo o diretor administrativo e financeiro da unidade, Mário Ferreira (foto abaixo), está sendo realizado um inventário dos últimos seis meses para determinar o valor do prejuízo. O inventário servirá de base para uma posterior ação reparatória que será movida pela FHS. “Esses elementos devem devolver com ressarcimento do prejuízo que causou à FHS e aos cofres públicos”, afirma.

Questionado se há problemas com a segurança do local, ele nega. “Todos os itens que são indispensáveis para que tenha um sistema de segurança, a Fundação tem, mas é evidente que não consegue cobrir 100%, porque o ser humano é falho. Porém, a central de logística da Fundação é cercada de todos os cuidados materiais, técnicos e humanos que coíbe esse tipo de coisa”, finaliza.

Fotos: Lucas Rosário (assessor da Secretaria de Segurança Pública) e Adriana Menezes

 

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