Policiais civis não farão greve e aguardam reunião com governo
Servidores da Cogerp iniciam ‘Operação Padrão’ na próxima semana Cotidiano 09/05/2014 11h50Por Fernanda Araujo
Os policiais civis decidiram não fazer greve, suspendendo a paralisação de várias atividades iniciada na quinta-feira (08), e aguardar a divulgação da contraproposta do governo que será definida em reunião com a categoria na próxima terça-feira (13). Já os servidores da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp), por unanimidade, decidiram não esperar e vão iniciar a ‘Operação Padrão’ a partir da próxima segunda-feira (12), às 7h.
Os servidores da Cogerp vão paralisar e não farão as atividades próprias das atribuições dos cargos típicos da coordenadoria, como Perito Médico Legal, Perito Odonto Legal, Perito Criminalístico, Papiloscopista, Agente Técnico em Necropsia, em Radiologia e em Fotografia Criminal, em todos os quatro institutos: IML, Instituto de Identificação, Criminalística e o de Pesquisas e Análises Forenses. Separadamente, as decisões foram tomadas em assembleia geral, com indicativo de greve, às 15h com a presença dos policiais e às 19h com os servidores da Cogerp, no auditório da Academia de Polícia Civil (Acadepol).
Segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), que representa as duas categorias, cerca de 100 servidores da Cogerp estiveram presentes na assembleia para analisar o andamento das negociações com a comissão paritária do governo. O presidente do sindicato, Antônio Moraes, afirma que apesar da comissão ter se reunido por cinco vezes, até agora não houve contraproposta apresentada pelo governo do Estado. Na assembleia, ele manifestou receio pelo tempo curto de negociação, por causa dos próximos feriados e da Copa do Mundo.
Já a Procuradoria Geral do Estado (PGE), através da procuradora Tatiana Arruda, que faz parte da comissão, manifestou sua posição afirmando que, de imediato, os servidores do Cogerp devem ser devolvidos aos órgãos de origem, ou seja, cerca de 90% dos servidores ‘desviados de função’. Além disso, decidiu pela criação de uma compensação remuneratória (possivelmente uma gratificação) para esses servidores.
No entanto, segundo o sindicato, não havia ainda uma posição firmada pelo governo. “Esses servidores [da Cogerp] continuarão cumprindo normalmente o expediente, sem exercerem atividade pericial, até que o governo regularize suas situações funcionais ou tome qualquer outra decisão”, escreve matéria da assessoria. Para o presidente do Sinpol, todas as atividades da Cogerp serão prejudicadas já que o próprio efetivo dos institutos é reduzido.
Mas, os policiais civis que paralisaram ontem justificando que o governo não fixou uma data para dar a contraproposta tanto a eles como aos delegados da PC, e devido a constante ausência de representantes de secretarias estratégicas componentes da comissão, decidiram suspender a paralisação ao receberem a informação pela secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Lucivanda Nunes, de que a próxima reunião está marcada para terça-feira (13), onde o governo vai apresentar a contraproposta aos policiais e aos delegados. Mas, um dia antes haverá uma reunião interna da comissão.
Os policiais, mesmos os que estiverem de folga, estarão concentrados em frente à Seplag acompanhando as negociações. Foi definido ainda que farão uma nova assembleia na quarta-feira (14), às 19h30, no auditório da Acadepol, para analisar a proposta, com previsão de indicativo de greve.
Adepol
O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol), Kássio Viana, informou ao F5 News que está marcada uma assembleia hoje na Acadepol, às 16h, com a categoria para definir se entram em greve ou não. No entanto, a reunião poderá ser transferida para a quarta-feira da próxima semana, para avaliação da contraproposta do governo a ser divulgada na terça.
Com informações da Ascom do Sinpol
Foto: Ascom/Sinpol

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