Policiais doentes poderão ser escalados para trabalhar no Pré-Caju
"É duro aceitar uma realidade difícil para a tropa", diz Samuel Barreto
Cotidiano 11/12/2012 07h31

Por Marcio Rocha

A escala de policiais para trabalhar no Pré-Caju já se tornou uma preocupação entre os homens que compõem os quadros da Polícia Militar de Sergipe. A restrição por causas médicas não será impeditiva para a realização do trabalho de policiamento na festa, que acontecerá entre os dias 17 e 20 de janeiro.

De acordo com informações apuradas pela reportagem F5 News, os policiais que estão com algum tipo de doença ou lesão física serão obrigados a prestar serviço em, pelo menos, um dos dias. O deputado estadual Samuel Barreto (PSL) se posicionou contrário ao assunto e não quer crer que haverá escalação forçada dos militares.

“Já não basta fechar o Núcleo de Assistência Psicológica da PM, impedindo os policiais de se tratarem para problemas decorrentes do trabalho, ainda vem com essa imposição? É duro aceitar uma realidade difícil para a tropa. Os policiais também são seres humanos e enfrentam problemas na profissão. Acha que é fácil empunhar uma arma e ter que trocar tiros com marginais ou enfrentar situações constantes de risco?”, questiona o parlamentar.

O efetivo do Pré-Caju é de, aproximadamente, mil homens por dia. Contudo, de acordo com o parlamentar, a força diária da PM não passa de 700 homens. Para Samuel, os policiais desviados de função e em cargos administrativos serão colocados no lugar, como foi feito neste ano. Além disso, foram convocados vários militares de batalhões do interior para suprir o numerário necessário para ação.

Um militar que preferiu não se identificar por medo de retaliação, informou que as conversas estão correntes na tropa e as associações da categoria estão sendo procuradas para dar assistência.

“Não sabemos o que fazer. Estamos com dificuldades provocadas pelo horário de trabalho, nessa nova escala absurda de 12x48 e com a pressão que estamos vivendo dentro da tropa. Desse jeito, sem ter sequer uma assistência adequada, tendo que correr para psicólogos do Ipes, esperando até três meses para ser atendido, não suportamos essa carga”.

A reportagem F5 News procurou o comandante do policiamento da capital, coronel Jackson Nascimento, mas não obteve êxito.

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