Policial recebe tiro de escopeta durante rebelião em presídio
Presos reclamam de humilhações por parte de agentes penitenciários
Cotidiano 17/12/2012 06h58

Por Marcio Rocha

Após 18 horas de rebelião no Presídio Estadual Senador Leite Neto (Preslen), a violência é o principal resultado do motim. Até a manhã desta segunda-feira (17), dois agentes penitenciários foram baleados. José Fernando Almeida recebeu dois tiros, um em cada braço, e Tércio Oliveira foi alvejado na coxa - ambos foram feridos no início da rebelião, quando tentavam impedir uma fuga em massa da cadeia.

Segundo informações de policiais que estão no local, as negociações entre os presos e o secretário de Justiça, Benedito Figueiredo, já foram retomadas após suspensão durante a noite. Durante a tarde de domingo (16), os presos tomaram o paiol da penitenciária e atiraram contra os policiais que estão nas redondezas da casa de detenção.  Dois policiais, os cabos Marcelo Vieira e Djalma Santos, foram feridos. Djalma recebeu 12 estilhaços de munição de escopeta calibre .12 em uma das pernas.

De acordo com o subtenente do 3º Batalhão de Polícia Militar, Luiz Carlos, o clima na penitenciária é calmo. O militar informou que tanto os agentes penitenciários, quanto os militares alvejados passam bem e estão fora de perigo e os agentes reféns não sofreram violência física nas mãos dos amotinados.. Também comentou sobre as reivindicações dos presos, que reclamam sobre passar humilhações praticadas pelos agentes penitenciários e se irritaram com a demora para liberação dos parentes nos dias de visita.

Os presos incendiaram um carro e uma motocicleta que estavam nas dependências do presídio, além de atearem fogo em colchões e no prédio administrativo da cadeia. Segundo o militar, eles promoveram uma baderna generalizada e chegaram até a fazer churrasco no pátio.

O advogado dos presos, Theo Ribeiro, foi convocado por familiares deles para negociar com o secretário de Justiça e com os detentos, mas não conseguiu conversar durante a noite de ontem. Segundo ele, os presos querem resolver o problema de forma amigável e querem garantia de integridade física para cessar o motim.

Cerca de 50 pessoas, familiares dos presos e dois agentes penitenciários estão reféns dos amotinados. As negociações já foram retomadas com os presidiários.

Segundo informações da Secretaria de Justiça, o secretário de Segurança Púbica, João Eloy, está dando suporte a Benedito Figueiredo nas negociações. A juíza da Vara de Execuções Penais, Hercília Lima, também está no local, negociando com os detentos.

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