Policial sergipano é acusado de ameaças e desacato em Pernambuco
Cotidiano 25/10/2017 13h30 - Atualizado em 25/10/2017 13h40Por F5 News
Um policial sergipano recém-formado, que atua na 2º Companhia do 4º Batalhão da PM em Porto da Folha (SE), foi acusado de desacato por policiais militares de Pernambuco e de ameaçar uma pessoa com um revólver na cidade de Petrolândia, naquele estado. Os policiais pernambucanos registraram o caso em vídeo, que circulou nas redes sociais, em que o sergipano estaria alcoolizado.
O fato foi confirmado pela Polícia Militar de Sergipe, que abriu um procedimento administrativo para apurar o caso. Segundo o coronel Paulo Paiva, relações públicas da PM, o militar estava de folga no sábado (21), por volta das 15h, em um bar da cidade de Petrolândia, onde reside, quando teria se desentendido com uma pessoa no local e a ameaçou com a arma de fogo. Assustados, os clientes do estabelecimento acionaram a polícia.
“A pessoa que se desentendeu com o militar foi embora e o militar foi aconselhado pela polícia a seguir para a sua residência. Como ele havia bebido, a arma foi recolhida pela polícia de Pernambuco. À noite, o policial foi até uma blitz que estava acontecendo na localidade para tentar resgatar a arma apreendida. Naquele momento, um policial mandou que ele fosse para casa para depois resolver o fato. Na volta para a sua residência, o militar sergipano foi gravado”, afirmou Paiva, em entrevista à TV Atalaia.
A arma calibre .40 é oficial da PM de Sergipe, mas de acordo com o coronel nenhum documento oficial foi registrado sobre o episódio pela polícia pernambucana, existe apenas um Boletim de Ocorrência registrado pela suposta vítima das ameaças. Ainda no vídeo, o militar aparece aparentemente tranquilo e também filmando a cena, enquanto os policiais o acusam de desacato.
A Polícia Militar reprova o comportamento do militar sergipano, mas também critica a gravação. “Se ele [o militar] estava ameaçando e havia desacatado a guarnição, ele deveria ter recebido voz de prisão, conduzido à delegacia para que fossem lavrados documentos, como os Termos Circunstanciado ou Flagrante Delito, de acordo com o que fosse registrado. Mas, ao invés do que determina a Lei, lamentavelmente gravaram aquele vídeo com tantas acusações sem a sustentação documental do fato. Isso nos causa espanto”, disse o coronel.
Ainda de acordo com Paiva, um oficial da PM do estado foi encaminhado à cidade pernambucana e resgatou a arma apreendida. Caso seja comprovada a culpa, o militar, que acabou de ser promovido a soldado de terceira classe, deve ser responsabilizado disciplinarmente. O militar permanece em atividade.
“Não há motivo para suspendê-lo. Essa é uma situação isolada, pontual, não é o costume do policial de Sergipe e o fato vai ser apurado na forma da lei”, completou Paulo Paiva.
Foto: reprodução internet

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