Polícias sergipanas vão manter operações de combate ao tráfico
População tem papel primordial com as denúncias através do 181
Cotidiano 12/06/2013 10h20

Por Elisângela Valença

As Polícias Civil e Militar de Sergipe, em entrevista coletiva, apresentaram os resultados da Operação São João Mais Seguro, priorizando o combate ao tráfico de drogas, com foco no crack, e cumprindo centenas de mandados de prisão e busca e apreensão gerados a partir de denúncias feitas através do Disque Denúncia 181.

A operação, que foi um desdobramento da Operação 75, deflagrada em maio em todas as 75 cidades sergipanas, aconteceu em oito cidades: Aracaju, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, na Grande Aracaju; Propriá, no Baixo São Francisco; Estância, na Região Sul; Carira, no Sertão; e Lagarto, na região Centro-Sul do Estado.

Foram presas 28 pessoas. Um dos procurados morreu numa troca de tiros durante a abordagem na cidade de Estância. José Wesley Dias, 30 anos, conhecido como Nem, estava armado com uma pistola de calibre 22 e disparou contra a polícia. Ele era acusado por tráfico e, pelo menos, onze assassinatos.

Os cem policiais civis e militares que trabalharam na operação apreenderam sete quilos de maconha, trinta de ampolas com cocaína, sete mil ampolas vazias para acondicionar cocaína, 400 gramas de crack, quatro veículos com restrição de roubo e três balanças de precisão, além de nove armas de fogo, sendo uma pistola calibre 45, de uso exclusivo das Forças Armadas.

Para a superintendente da Polícia Civil, Katarina Feitoza, a população teve um papel fundamental nesta operação. “A grande arma da população é a informação, é a denúncia. Quando a população disca este número mágico, o 181, ela está tomando parte do processo, passa a ser agente ativo do processo. Está de parabéns, em primeiro lugar, a população sergipana, que colaborou com as denúncias. Num segundo plano, a polícia, porque recebeu as denúncias e cumpriu seu papel”, disse.

Segundo ela, o Disque Denúncia 181 cresceu 60% depois da campanha de divulgação. Por este número, qualquer pessoa pode passar informações para a polícia de forma completamente anônima, sem precisar dar nome, endereço ou qualquer dado que possa identificá-la.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Maurício Iunes, também ressaltou a importância das denúncias da população e informou que as operações vão continuar, de forma setorial. “Agora, cada batalhão de área e subárea vai desenvolver suas operações em sua área de atuação, com apoio das companhias especializadas”, explicou o comandante. Ao final da coletiva, a Polícia Militar já iniciou todo o planejamento deste trabalho.

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