Políticas públicas para segurança pública em discussão na PGE
A família é apontada como força fundamental no fim da criminalidade Cotidiano 09/04/2015 11h17Por Elisângela Valença
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) realizou, na manhã de hoje (9), a segunda edição do PGE Integre-SE, um projeto que visa fomentar e discutir políticas públicas para o Estado de Sergipe. O tema desta edição é segurança pública e teve como palestrante Mendonça Prado, secretário de Segurança Pública de Sergipe.
“Infelizmente, Sergipe está inserido no mapa da violência do Brasil por problemas macros que afetam sensivelmente os Estados: drogas que entram no país por nossas fronteiras, a grande circulação de armas ilegais. Os números de crimes cometidos por conta de drogas e com as armas ilegais é muito grande”, disse o secretário.
“A polícia sergipana está trabalhando e atuando intensivamente, mas para conter a onda de drogas e violência é preciso uma atuação conjunta e macro”, acrescentou. “Se nós tivermos um Estado sem drogas, sem armas e explosivos para assalto a bancos, teremos um Estado com 20% dos índices que temos hoje”, comentou.
O papel da sociedade civil foi lembrado. “Muitas vezes, dizemos que falta polícia, mas na verdade o que falta é pai e mãe. É preciso que este debate seja feito, a família tem papel neste trabalho, a escola, as associações, e todos que fazem a sociedade. Quando o problema chega na segurança pública é porque o resto falhou. Além de polícia, de investimento, é preciso mainha, painho, que são mais importantes mais que o soldado”, disse o secretário.
Quem também ressaltou a importância da família foi o corregedor geral da PGE, André Vinhas. “Hoje, o que se tem é uma precarização da criação dos filhos. O pai e a mãe têm que trabalhar fora o dia inteiro e a criação dos filhos fica delegada a um estranho, alguém contratado para o cuidado diário, ou ao irmão mais velho, que vai cuidando dos menores. A ausência de uma educação doméstica gera a oportunização de as crianças terem acesso a más condutas”, disse o corregedor. “É preciso se chegar numa política pública de combate à criminalidade, mas principalmente de inserção e inclusão social. É mais um trabalho de inserção e inclusão do que de repressão”, acrescentou.

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