População carcerária sergipana cresce 93% em sete anos
Cotidiano 03/06/2015 16h36Por Will Rodrigues
No balanço total, o número de pessoas atrás das grades em Sergipe cresceu 93% em cinco anos. Em 2005 eram 2.142 apenados e, em 2012, 4.130. Os dados estão no estudo Mapa do Encarceramento: os Jovens do Brasil, divulgado hoje (3) pela Secretaria-Geral da Presidência da República.
Em relação ao gênero, a pesquisa aponta que o número de mulheres (125%) presas cresceu mais que o número de homens (85%) presos em Sergipe entre 2007 e 2012. Em 2007 havia 89 mulheres encarceradas, cinco anos depois havia 200. No primeiro ano pesquisado havia 2.130 homens apenados, em 2012, havia 3.930.
O número de jovens em presídios sergipanos cresceu 89% entre 2007 e 2012. Em 2007 o número de jovens encarcerados no estado era de 276, em 2012 esse número saltou para 521 e o estado passou a pulou da 19º para 16º posição no ranking nacional.
Segundo a pasta, para observar mais cuidadosamente a incidência do encarceramento sobre o grupo de jovens, foram calculadas as taxas de encarceramento segundo estes dois grupos (jovens e não jovens). Assim, o levantamento revelou que em 2007 existiam 117 detentos não jovens em Sergipe, enquanto em 2012 existiam 153. O estado permanece em 18º no ranking nacional, nesse aspecto.
O estudo também observou o crescimento do número de presos para cada 100 mil habitantes segundo brancos e negros, em Sergipe. No ano de 2005, havia 57 presos para cada 100 mil sergipanos brancos, já em 2012 o número era de 83 para cada 100 mil.
Com relação aos negros, em 2005, essa proporção era de 135/100 mil, já em 2012 chegou a 231/100 mil. Atualmente, Sergipe ocupa a 17ª posição no ranking nacional com relação ao encarceramento de negros e a 21ª com relação à detenção de brancos.
O mapa ainda fez um levantamento sobre a relação entre a quantidade de vagas disponíveis no sistema prisional de cada estado e o número de presos, tendo como referência o ano de 2012. Em Sergipe, existem 1,8 presos para cada vaga, proporção acima da razão nacional de 1,7 presos para cada vaga.
Brasil
No Brasil, a população prisional cresceu 74% entre 2005 e 2012. Em 2005, o número absoluto de presos no país era 296.919. Sete anos depois, passou para 515.482 presos. A população prisional masculina cresceu 70%, enquanto a população feminina cresceu 146% no mesmo período.
De acordo com o levantamento, 38% da população prisional no país é formada por pessoas que estão sob a custódia do Estado sem que tenham sido julgadas. Outros 61% dos presos são condenados e 1% cumpre medida de segurança. Dentre os condenados, 69% estão no regime fechado, 24% no regime semiaberto e 7% no regime aberto.
“Quase metade (48%) dos presos brasileiros recebeu pena de até oito anos. Num sistema superlotado, 18,7% não precisariam estar presos, pois estão no perfil para o qual o Código de Processo Penal prevê cumprimento de penas alternativas”, cita o texto.
Os crimes que mais motivam prisões são patrimoniais e drogas, conforme o estudo, que somados atingem cerca de 70% das causas de prisões. Crimes contra a vida motivam 12% das prisões. Segundo o relatório, isso indica que o policiamento e a Justiça criminal não têm foco nos crimes “mais graves”, mas atuam principalmente nos conflitos contra o patrimônio e nos delitos de drogas.
O levantamento foi feito pela pesquisadora Jacqueline Sinhoretto com base nos dados Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (InfoPen), do Ministério da Justiça. Segundo o estudo, o crescimento foi impulsionado pela prisão de jovens, negros e mulheres.
*Com informações da Agência Brasil

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
