População diverge sobre a retirada de ambulantes do centro
Há quem veja a ação como interesse dos empresários locais Cotidiano 22/05/2013 15h35Por Fernanda Araujo
Após a retirada dos ambulantes que trabalhavam na avenida José do Prado Franco, centro de Aracaju, na segunda-feira (20), ação que provocou um grande tumulto e a polícia precisou ser acionada, o local ficou livre, apesar do costume dos pedestres em ainda andarem pelo meio da rua. Fechada por alguns anos, a rua serviu aos ambulantes para vender suas mercadorias, porém, essa invasão em massa gerou um grande descontrole, causando alguns transtornos na área.
Agora reaberta, fiscais da Emsurb circulam no local para orientar ambulantes a não comercializar seus produtos no espaço. Assim também nos calçadões João Pessoa e Laranjeiras. Mas, a decisão da Prefeitura de Aracaju, através da Emsurb, de retirar os ambulantes, reabrindo a rua, não gerou boa impressão para algumas pessoas. Segundo Augusta Miguel, funcionária de uma loja instalada no local, os ambulantes estão sendo impedidos de trabalhar por causa de interesses pessoais de empresários.
“Tem espaço nesse mundo para todo mundo. Os ambulantes estavam trabalhando honestamente, muitos homens de bem que estão defendendo seu pão de cada dia e, no entanto, os grandes empresários só querem a fatia maior e não aceitam eles aqui”. Para ela, o incômodo na avenida é a carga e descarga de caminhões e as constantes disputas dos carros de som. “Eles (os ambulantes) iam e viam, era uns com carrinho de mão vendendo sua mercadoria. Eu acho que eles devem voltar”, opina.
A dona de casa Elisabethe Barbosa compartilha da mesma opinião. Ela afirma que a retirada foi uma falta de consciência dos gestores, impedindo a sobrevivência financeira, e acredita que os ambulantes devem ser indenizados.
No entanto, lojistas como o gerente de uma loja do centro, Danilton Nascimento (foto ao lado), acreditam que a rua está muito mais organizada do que com a presença dos ambulantes. “A retirada foi maravilhosa, não é que eles estavam atrapalhando, mas era muita bagunça, mal dava pra andar. Era o maior transtorno para as lojas, carro de ambulante, ninguém respeitava ninguém. Som alto, um absurdo. Ambulante não atrapalha ninguém, mas quando as coisas ficam organizadas melhoram”, disse, ressaltando que a ação beneficiou tanto ao consumidor quanto aos lojistas.
“Foi ótimo até mesmo para os próprios antigos ambulantes fixos que a gente conhece há anos. Era verdura, fruta, cargas, uma mistura. A prefeitura está de parabéns pela ação”, afirma Danilton. Além do problema em circular pelo local, e dos transtornos no trânsito, a reclamação de alguns lojistas também partem do aparecimento dos falsos camelôs, que vendem mercadorias roubadas.
Realocação
Em entrevista ao F5 News ontem (21), o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Júlio Flores, informou que os vendedores de frutas e verduras retirados das ruas José do Prado Franco, Apulcro Mota e adjacências do Centro de Aracaju deverão ser realocados em feiras-livres e mercados da capital.
Ainda não se tem local para acomodar os ambulantes de bijuteria, roupas e bugigangas. A intenção da gestão municipal é construir um camelódromo. Os vendedores de coco também deverão ter um espaço próprio.
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