Por que Aracaju alaga com apenas alguns minutos de chuva?
Urbanistas apontam soluções para problema crônico dos alagamentos Cotidiano 02/03/2018 08h30 - Atualizado em 02/03/2018 08h50Por F5 News
Aconteceu de novo e é difícil tratar o assunto como natural. A chuva voltou a cair forte em Aracaju nos últimos dias e, como F5 News tem mostrado, bastam alguns minutos para que a cidade vire um açude. Da Zona Sul à Zona Norte, não é difícil encontrar ruas debaixo d’água, canais transbordando e avenidas com o trânsito travado por conta dos bolsões da água que não é devidamente escoada.
O volume de chuva que caiu nas últimas 48 horas na capital sergipana não passou dos 50mm, um índice abaixo do previsto para o período de 7 a 14 de março quando, segundo o Centro de Meteorologia, uma zona intertropical deve trazer chuvas intensas para o Estado.
O problema crônico de alagamentos é resultado da defasagem das redes pluviais, precária manutenção e limpeza de galerias e de bueiros, além do próprio relevo da cidade. É o que diz a urbanista Clarisse de Almeida, colunista do F5 News, ao observar que Aracaju possui cotas de níveis baixas, terreno encharcado, é recortada por canais de drenagem e tem pouca capacidade de absorção.
“Quando chove muito, a água não tem para onde ir. Os canais atualmente são insuficientes, já que muitos foram cimentados. A cidade é muito cimentada. Isso torna o percentual de impermeabilidade muito alto”, diz Clarisse, apontando ser necessário pensar em “projetos com permeabilidade melhor, onde deixassem uma maior metragem de água sem recobrir”.
A limpeza dos canais é uma das alternativas para atenuar as inundações e são justamente eles que preocupam a Prefeitura da capital. Segundo a PMA, 32 das 65 redes pluviais existentes são classificadas como de risco e a situação se agrava com o descarte inapropriado de resíduos.
“É preciso que também haja a conscientização da população para que não jogue lixo nos canais. É em dias de chuva que as consequências dessa ação são vivenciadas, muitas vezes de forma desastrosa, causando prejuízos para os próprios moradores”, aponta nota da administração municipal.
Outra proposta para combater as enchentes, na visão do arquiteto Ricardo Trevisan, seria a criação de bosques, considerando que “um jardim seco, quando recebe o primeiro pico da chuva absorve boa parte da água, que segue lentamente até o lençol freático, assim como uma árvore que absorve uma quantidade impressionante de água no primeiro pico de chuva. Quando a gente concreta o jardim, a água rapidamente escoa para o sistema de drenagem, que por sua vez rapidamente leva essa água para os rios”.
*Com informações do Jornal da Cidade

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
