Greve
Postos de Saúde de Aracaju seguem com baixo efetivo de médicos
Instabilidade ocorre em virtude do reajuste ‘zero’ anunciado pela PMA
Cotidiano | Por Milton Alves Júnior 27/07/2018 07h35 - Atualizado em 27/07/2018 08h17

Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) seguem sofrendo na hora de buscar assistência especializada em uma das 43 unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju. Sem perspectiva de concessão de reajuste por parte do poder público da capital sergipana, os médicos da rede do município garantem seguir com a mobilização grevista por tempo indeterminado.

Neste período de uma semana de braços cruzados - a greve teve início na sexta-feira passada -, a estimativa é que mais de 10 mil pessoas tenham deixado de receber atendimento nas unidades básicas de saúde.

Por se tratar de assistência pública exposta na  Constituição Federal como essencial, a porcentagem mínima de servidores segue disponível apenas para atender os casos considerados de urgência e emergência.

A fim de evitar maiores transtornos aos pacientes, caso o usuário do sistema não se enquadre integralmente dentro desse

quadro clínico, é recomendado que siga para unidades administradas pela Secretaria de Estado da Saúde, a exemplo do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A orientação parte do próprio Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), que trava uma batalha junto ao poder público.

Os servidores reivindicam reajuste salarial e contratação de novos profissionais através de concursos públicos. "Estamos sem reajuste há dois anos e essas reuniões com a gestão não resultam nos avanços recomendados pela categoria. Sem valorizar o trabalhador e o paciente, não tem como oferecer ao povo uma saúde de qualidade como o prefeito diz desejar", afirmou João Augusto, presidente do Sindimed.

Nota – Em resposta à greve,  a PMA informou que já se reuniu diversas vezes com o Sindimed este ano para conversar sobre a situação financeira de Aracaju e que durante todos os encontros foram apresentadas planilhas de gastos com regularização de pagamentos e dívidas com os servidores deixadas pela administração passada.

Apenas na Saúde, conforme a PMA, essas regularizações têm gerado um impacto financeiro que, somado a outros gastos, atinge um déficit mensal de R$ 5 milhões, o que inviabiliza reajustes neste momento para as categorias que compõem o SUS de Aracaju.

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