Precariedades do transporte público afetam deficientes físicos
Elevadores quebrados geram em audiência no MPE
Cotidiano 31/07/2012 15h21

Por Fernanda Araujo

Problemas em elevadores e plataformas que comprometem o uso do transporte público de Aracaju por parte dos deficientes físicos provocaram mais uma audiência no Ministério Público Estadual, nesta terça-feira (31). São equipamentos quebrados e inúmeras situações constrangedoras do serviço de transporte público denunciados pelo Conselho Municipal e Estadual dos Direitos de Pessoas com Deficiência.

Segundo o deficiente Carlos Almeida, todos os dias tem se deparado com elevadores quebrados, peças quebradas, funcionários sem saber como operar os equipamentos e até cadeirantes sendo carregados nos braços. “Às vezes o elevador só funciona se empurrar com as mãos porque o botão não funciona. Muitos motoristas não esperam a gente entrar ou não param no ponto e passam direto”, afirma Carlos. Os denunciantes cobram dos órgãos responsáveis punição para as empresas.

De acordo com Miguel Ângelo Seixas, representante do Instituto de Pesquisa de Sergipe (ITPS), órgão delegado do Inmetro em Sergipe, as empresas de ônibus não adaptaram os veículos mesmo após vistorias. “Fiscalizamos há um mês e demos cronograma para adaptarem. Acabou que todas as empresas foram autuadas. Com relação aos ônibus antigos, se o fabricante disser que não pode colocar os elevadores por conta da estrutura, não coloca. Mas deve também ser adaptado de outra forma. É de responsabilidade do dono da empresa quanto à adequação de acessibilidade”, explica.

Já a SMTT, representada pela diretora Shirley Barbosa afirma que não dá para fazer milagre com o transporte público de Sergipe. “Uma pessoa que é responsável pela vistoria deixou 40 carros da empresa VCA na garagem. E foi uma confusão. Entendemos a necessidade, mas não podemos fazer milagre. Estamos trabalhando, mas na medida do possível. Não posso prejudicar a população inteira. Existe acúmulo de anos que o órgão ficou cego em relação a isso, mas existem pessoas comprometidas em fazer a diferença”, contesta em audiência.

A informação também decorre que alguns ônibus do estado estão funcionando sem o selo de garantia do Inmetro e que as empresas não possuem licitação. Com o objetivo de manter os elevadores dos veículos funcionando, a promotora Berenice Andrade de Melo pediu prazo de 30 dias para que a SMTT e o ITPS encaminhem à Promotoria, relatório da situação de todas as empresas que fazem o transporte público pelo Sistema Integrado de Transporte e o Sistema Integrado Metropolitano. A fim de averiguar se as empresas atendem ou não a Legislação, em prol de medidas serem tomadas.

Quem quiser saber mais sobre acessibilidade, acesse www.inmetro.gov.br e clique em produtos e serviços.

Foto: Fernanda Araujo

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