Prefeitura começa a fiscalizar circulação de buggys na Praia do Saco
Cotidiano 30/01/2018 16h40 - Atualizado em 30/01/2018 17h10

Por F5 News

A Prefeitura de Estância, através da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito e da Secretaria do Meio Ambiente do município, começou a fiscalizar a circulação de buggys e a autuar os que desobedecerem à ordem da Justiça, que proibiu o passeio nas praias do litoral sul de Sergipe, especificamente na Praia do Saco e arredores.

No prazo de 20 dias a SMTT deve apresentar um relatório das autuações realizadas nesse período. Quase 40 bugueiros que sobrevivem dessa atividade estão impedidos de trabalhar na Praia do Saco, que é um dos locais mais procurados por turistas no estado. Cada passeio de buggy na região custa R$ 140, e é uma das principais atividades realizadas para o turismo em litorais do Nordeste.

A presidente da Associação de Buggys da Praia do Saco, Eunice Brasil Leão, enumera os prejuízos financeiros que podem acontecer ao turismo local e aos trabalhadores por conta da proibição. “Se tirar ou tolher, não só os bugueiros ficam em condições ruins, como o turismo sergipano vai perder muito”, disse ela em entrevista ao Correio de Sergipe.

Segundo Eunice Leão, a Praia do Saco é a segunda opção de turistas, perdendo apenas para o Cânion de Xingó, no município de Canindé de São Francisco, Alto Sertão, e só este mês já recebeu mais de 20 mil pessoas. Ela conta que entrou com pedido de reconsideração para que o juiz da 7º Vara Federal de Sergipe, Rafael Soares Souza, que proferiu a decisão, liberasse a circulação dos buggys, mas o magistrado negou.

A decisão foi tomada após acatar uma Ação Civil impetrada pelo Ministério Público Federal desde 2014 por se tratar de área permanente de preservação ambiental e de desova de tartaruga marinha. Mas, de acordo com a direção da Associação, as tartarugas marinhas não desovam nas dunas, e questiona ainda o porquê da liminar ter sido voltada apenas aos buggys e não à circulação de todos os veículos de forma generalizada.

A Associação diz que vai recorrer da decisão e programar manifestações com sindicatos e associações para tentar reverter a determinação. A instituição pede ainda que a prefeitura, a secretaria de Turismo e as autoridades do Estado intercedam na Justiça.

Em nota, a prefeitura afirmou que caso não cumprisse a determinação sofreria punição prevista nos autos do processo, porém, tem mantido o diálogo com a Associação Prestadora de Serviços em Turismo em Buggys e Similares no Litoral Sul de Estância, “em busca de alternativas legais para diminuir o impacto da Ação Civil Pública”.

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