Prefeitura de Aracaju estuda implantação do BRS no transporte coletivo
Cotidiano 22/11/2017 16h25 - Atualizado em 22/11/2017 16h44Por Will Rodriguez e Saulo Hipóllito
A Prefeitura de Aracaju (PMA) confirmou hoje (22) que estuda a possibilidade de implantação de corredores do BRS (Bus Rapid Service) no sistema de transporte público da capital. O modelo de transporte seria uma alternativa ao Bus Rapid Transit (BRT), projetado na gestão passada, mas que não saiu do papel após imbróglios judiciais.
O nome é parecido – e, na prática, é quase a mesma coisa. A diferença é que, enquanto a obra do BRT envolve a construção de corredores exclusivos para esses veículos, o BRS é um corredor misto que abriga tanto os ônibus articulados quanto os convencionais.
De acordo com a PMA, ainda não há previsão de quando os estudos acerca do modelo de transporte serão concluídos. Em nota, a gestão disse trabalhar “desde o início do ano na reformulação do Plano de Mobilidade Urbana, para o qual Edvaldo conseguiu R$ 130 milhões ainda em 2012”, que segundo a PMA, “foi completamente desfigurado na gestão passada”.
O modelo estudado, conforme informações da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), contempla quatro corredores de ônibus totalizando 38,1km nas Avenidas Beira mar, Hermes Fontes e Augusto Franco (Rio de Janeiro) e também no bairro Jardins.
“Os corredores fazem parte de um projeto de mobilidade urbana que precisa da aprovação do Ministério das Cidades e, consequente, liberação de recursos para ser executado”, informou a assessoria da autarquia.
Além dos corredores exclusivos para ônibus, o BRS prevê a instalação de semáforos inteligentes que, segundo a SMTT, dão mais fluidez ao trânsito. Neles, os usuários de transporte também poderão “acompanhar em tempo real os trajetos da linha de ônibus e em quanto tempo o veículo chegará ao seu ponto de embarque/desembarque, entre outros dados”.
Rio de Janeiro foi uma das primeiras capitais a implantar os corredores BRS no país.
Os veículos do BRS circulam em faixas exclusivas. Atualmente, duas avenidas têm essas áreas de circulação na capital sergipana, a Tancredo Neves e a Beira Mar. No entanto, as faixas são alvo de ação judicial proposta pelo Ministério Público, que na semana passada obteve liminar suspendendo sua utilização.
O modelo do BRS já foi aplicado em algumas capitais brasileiras. Em Fortaleza, analistas de trânsito afirmam que o modelo dobrou a velocidade dos transportes públicos. Já no Rio de Janeiro, verificou-se que o BRS acelerou o tempo de trânsito entre os bairros em cerca de 40%. Belém do Pará e Salvador são outras duas capitais que passaram a usar o sistema neste ano.
Foto 1: Will Rodriguez/F5 News
Foto 2: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

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