Prefeitura diz ter pago a Torre, mas Aracaju está sem coleta de lixo
Cotidiano 04/11/2015 09h00Da Redação
Como prometido, os funcionários da Torre suspenderam a coleta de lixo em Aracaju desde as 7 horas desta quarta-feira (4). O serviço só deve ser normalizado na noite desta quarta. Os trabalhadores cobram o pagamento dos benefícios. A empresa diz que a Prefeitura está com a fatura de outubro atrasada. O Município alega que já regularizou a questão. Enquanto isso, o lixo começa a se acumular em bairros das Zonas Norte e Sul da capital sergipana.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindlimp), cerca de 1.400 trabalhadores estão sem receber o ticket alimentação (R$ 234), o vale transporte e a cesta básica (R$ 100). “Nós estamos tirando do próprio bolso para vir trabalhar, muitos nem têm como vir. Isso é uma covardia”, reclama o presidente da categoria, Rayvanderson Fernandes.
Ontem (3), a Torre informou que a parcela de R$ 5 milhões do acordo firmado com a Prefeitura não foi paga. Hoje (4), a empresa não se pronunciou.
Procurada pelo F5 News, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Aracaju afirmou que considera a paralisação ilegal porque já quitou os débitos com a empresa e não foi notificada antecipadamente da suspensão do serviço. “A prefeitura tem honrado seus compromissos e torce para a resolução mais rápida deste ocorrido”, diz nota divulgada pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). A Secom não soube informar se a PMA pretende adotar alguma medida judicial para reverter a situação.
O serviço já foi suspenso pela empresa outras três vezes esse ano. A Torre possui três contratos vigentes com a Emsurb, sendo eles de prestação de serviço de limpeza pública de Aracaju relativa à coleta, transporte e descarga de resíduos sólidos urbanos; contrato relativo à limpeza urbana; recebimento, triagem e disposição final dos resíduos de construção civil. Uma sindicância realizada pelo TCE nos contratos contatou um débito de R$ 48 milhões, dos quais cerca de R$ 23 milhões eram oriundos de gestões anteriores.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
