Prefeituras cancelam festas de carnaval por falta de recursos
Em Aracaju, programação aguarda autorização da Secretaria de Finanças Cotidiano 26/01/2015 18h52Por Will Rodrigues
Nos tempos em que muito se fala sobre crise econômica em todo o mundo, os prefeitos de algumas cidades do interior sergipano estão apertando os cintos quando o assunto é gastos, e o primeiro alvo dos cortes são as festas. Essa semana a prefeita de São Cristóvão, Rivanda Batalha (PSB), informou que a Prefeitura não vai realizar nenhuma programação durante o Carnaval. Segundo ela, a medida é para garantir a continuidade dos serviços básicos. Apesar disso, a gestora garantiu que a administração estará à disposição para dar suporte logístico aos blocos particulares.
A folia também foi cancelada em Canindé do São Francisco. De acordo com uma nota divulgada pela Prefeitura, nessa sexta-feira (23), o Ministério Público expediu recomendação para a não utilização de recursos públicos com o Carnaval no município neste ano. “Mesmo reconhecendo a importância da festa para o comércio e o turismo da cidade, gerando renda e empregos para a população, a administração municipal decidiu não questionar a recomendação do MPE, evitando uma possível pena de improbidade administrativa ao prefeito municipal”, justifica a nota.
Aracaju
O Carnaval de Aracaju está dependendo apenas da liberação do prefeito João Alves Filho (DEM) e do secretário Municipal da Fazenda, Luciano Paz. O projeto com a programação completa já foi elaborado pela Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), mas a autorização ainda não foi dada por quem cuida das finanças do Município e por isso a festa ainda não foi divulgada. Uma reunião marcada para esta segunda-feira (26) definirá se a festa será realizada ou não.
Neópolis
Apesar dos boatos de cancelamento, o prefeito de Neópolis, Amintas Diniz, anunciou ainda no mês de dezembro que o frevo estava garantido. “O povo de Neópolis e as pessoas que gostam de frevo não vão ficar sem o carnaval de Neópolis. Da parte da manhã até umas 22h, a Prefeitura garantirá a animação. Depois desse horário, empresas privadas poderão contribuir com a continuidade da festa noite adentro”, afirmou em entrevista a uma rádio local.
Fiscalização
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está de olho nos Municípios que planejam a folia carnavalesca. Segundo o órgão, é preciso estabelecer prioridades nos gastos públicos e garantir o pagamento do funcionalismo.
Sete municípios sergipanos estão proibidos de promover qualquer tipo de festa com recursos públicos, por conta da situação de emergência em decorrência da seca desde o mês de novembro passado. São eles: Poço Redondo, Poço Verde, Monte Alegre, Frei Paulo, Canindé de São Francisco, Nossa Senhora da Glória e Gararu.
Os demais municípios terão de enviar um relatório ao TCE, após a realização da festa, com detalhamento dos gastos e informações sobre contas da Prefeitura, Folha de Pagamento e promoção da cultura local. Caso seja encontrada alguma inconformidade, os gestores estão sujeitos à multa e até mesmo a terem suas contas rejeitadas.

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