Presídio do Santa Maria é reconstruído após rebelião
Cotidiano 28/06/2012 14h00Por Márcio Rocha
Foram necessários 74 dias desde o fim da rebelião de presos do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), para sua reconstrução e reconfiguração. O presídio foi parcialmente destruído pelos internos rebelados durante as 27 horas de motim.
Os presos destruíram várias dependências do presídio. Um pavilhão, a cozinha e vários ambientes da penitenciária foram reduzidos a um monte de escombros. Foram recolhidas mais de dez toneladas de entulho e equipamentos quebrados pelos internos.
O diretor-presidente da empresa Reviver, entidade que administra o presídio, Odair Conceição, comemorou a reconstrução da cadeia e disse que o trabalho dos agentes e funcionários da Reviver foi fundamental para uma obra rápida. Ele registrou que, durante a rebelião, não houve nenhuma baixa entre os presos nem entre os funcionários. Também lembrou que mesmo com o motim, os presos não conseguiram fugir da penitenciária de segurança máxima.
O secretário de Estado da Justiça, Benedito Figueiredo, disse que o trabalho realizado pela Reviver no presídio é exemplar e que o presídio está com uma configuração mais segura. Benedito comentou que a rebelião foi planejada por membros do PCC que estão presos na região e suas reivindicações - segundo ele, absurdas - não foram atendidas.
O presídio está com mais portas de segurança e o pavilhão destruído recebeu novas grades e mudanças na sua estrutura. As celas permanecem contendo quatro presos e a área de trânsito dos detentos está limitada por grades. As novas configurações da penitenciária trazem mais segurança para os agentes prisionais e para os internos. O sistema de contato com os detentos também foi mudado, os presos continuam com as áreas comuns, mas com mais fiscalização e vigilância, elementos necessários para um presídio de segurança máxima.

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