Presídio semiaberto deve voltar a funcionar em março de 2019
Cotidiano 17/01/2018 13h00 - Atualizado em 17/01/2018 13h27Por Fernanda Araujo
A obra da unidade prisional em regime semiaberto em Sergipe será iniciada na próxima semana e o prazo para a conclusão é de 14 meses, segundo a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado. A ordem de serviço para a construção da unidade no município de Areia Branca foi assinada nesta quarta-feira (17). O sistema semiaberto não funciona no Estado desde 2013.
Com a obra, Sergipe volta a ter uma unidade de custódia no regime semiaberto, construção que deve custar cerca de R$ 36 milhões, com recursos do Fundo Penitenciário Nacional e do Estado de Sergipe. A unidade terá capacidade para 632 presos do sexo masculino e um módulo exclusivo para tratamento de dependentes químicos.
Nesta terça, a ministra Cármem Lúcia, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve no estado e cobrou providências para desafogar o superlotado sistema prisional sergipano.
“Estamos cumprindo uma obrigação do Estado e uma obrigação diante do compromisso assumido com o Poder Judiciário, Ministério Público, OAB, sociedade sergipana. Nós conseguimos descontingenciar recursos na ordem de 40 milhões de reais, dos quais 36 milhões serão aplicados nessa obra. O Estado tem a sensação do dever cumprido. A não existência do semiaberto significa que o preso ainda não cumpriu a pena e é colocado de forma totalmente livre. O Estado está preenchendo essa lacuna”, afirmou o governador Jackson Barreto, ressaltando também a nova unidade para o menor infrator, que está com 70% da obra concluída.
Ainda de acordo com o governo, parte dos recursos foi destinada a custear despesas com demolição das edificações da antiga Penitenciária Estadual de Areia Branca, desativada pela Justiça. O novo estabelecimento penal será construído no mesmo terreno onde funcionava a antiga Penitenciária. De acordo com a Secretaria de Justiça (Sejuc), tão logo a obra seja concluída, prevista para março de 2019 as pessoas do regime semiaberto serão encaminhadas ao presídio.
A unidade terá 15.902,85 m² de área construída, numa área total de 43.005,28 m². Serão quatro módulos de vivência (dois sêxtuplos e dois duplos), módulo de tratamento para dependentes químicos com 13 leitos, módulo de ensino com oito salas e auditório, módulo de saúde com quatro celas e oito leitos, consultórios médico e odontológico, laboratório, módulo de guarda externa, módulo de recepção e revista de visitantes, oficina para trabalho, alojamento para funcionários, lavanderia, cozinha, refeitórios e estacionamento.
Em parte desse terreno está a Cadeia Pública de Areia Branca, inaugurada em março de 2017 para 390 vagas, com investimento de R$ 10,8 milhões feito pelo Ministério da Justiça, em contrapartida do Estado, e mais R$ 3 milhões na obra de acesso à Cadeia, que também servirá para o semiaberto. Para o governo, “a centralização das unidades prisionais em uma mesma área otimiza a gestão prisional, com custos menores, configurando-se o conceito de complexo prisional”.
Foto: Assessoria de Comunicação

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
