Prevenção da dengue e febre chikungunya segue com fumacê e brigada
Cotidiano 13/01/2015 19h45

A Brigada Itinerante é considerada a tropa de elite da Secretaria de Estado da Saúde (SES) no combate à Dengue e à Febre Chikungunya. É um contingente de agentes de endemias Estaduais que é disponibilizado para os municípios para reforçar o trabalho dos agentes municipais. Atualmente, os agentes estão em São Cristovão e, este mês, ainda passarão por Simão Dias, Nossa Senhora da Glória, Campo do Brito e Itabi.

“A principal função é visitar os imóveis para buscar e destruir os criadouros dos mosquitos da Dengue e da Febre Chikungunya. Além disso, os próprios agentes fazem um trabalho de orientação da população durante a visita aos imóveis e também são realizadas ações educativas nas escolas da rede pública com informações sobre as doenças”, explica Sidney Sá, coordenadora do Núcleo de Endemias da SES.

Em 2014, a Brigada Itinerante visitou 40 municípios. Nesses municípios, foram 108.222 imóveis trabalhados, 33.359 depósitos de água tratados com larvicida, 139.500 depósitos destruídos, além de mais de 2 toneladas de larvicida utilizadas. As ações educativas foram realizadas em 164 escolas e alcançaram 37.882 alunos.

O Carro Fumacê é outro aliado, que é enviado ao local mediante avaliação. “O Carro Fumacê é utilizado nos municípios que têm grandes populações das espécies Aedes. A partir do dia 19 deste mês os veículos começarão a atuar em Neópolis, município do Baixo São Francisco sergipano, onde a situação é considerada emergencial”, esclarece a coordenadora.

Febre Chikungunya

Até agora, no Estado, houve apenas um caso confirmado de Febre Chikungunya, em São Cristovão, no mês de outubro. Esse foi um caso considerado “importado” de Feira de Santana (BA), ou seja, a paciente já veio infectada pelo vírus do município baiano que tem uma das maiores notificações da doença no Brasil.

“Este ano, em Sergipe, mais de 100 casos suspeitos de Febre Chikungunya já foram analisados nos laboratórios de referência fora do Estado, no entanto, foram confirmados como Dengue. Estamos seguindo corretamente o protocolo do Ministério da Saúde para que as pessoas recebam a assistência adequada. Os sintomas das duas doenças são bem parecidos e é preciso ter bastante critério ao classificar os casos”, disse Sidney Sá.

A técnica ainda lembrou que os mosquitos transmissores da Dengue e da Febre Chikungunya, o Aedes Aegypti e o Aedes Albopictus, respectivamente, têm hábitos biológicos semelhantes e é preciso tomar cuidados para que eles não se reproduzam.

“Os mosquitos transmissores das doenças se reproduzem na água limpa e parada. É preciso que aqueles cuidados, já conhecidos de toda a população, sejam tomados: os pratos de vasos de plantas, pneus, lonas nos quintais, as calhas, tampas de garrafa, as próprias garrafas pet, ect. É importante não acumular lixo ou quaisquer outros objetos que possam se tornar criadouros dos mosquitos”, lembrou a coordenadora.

Dengue

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que de janeiro a dezembro, de 2014, foram notificados 4.110 casos de Dengue em Sergipe, sendo que 1.931 foram confirmados e um deles foi de Dengue com complicação. Quatro casos evoluíram para óbito.

Até o momento, os municípios que mais notificaram casos de Dengue foram: Aracaju (1722 notificações /860 confirmações), Itabaianinha (502 notificações / 434 confirmações), Nossa Senhora do Socorro (417 notificações / 123 confirmações), Barra dos Coqueiros (226 notificações / 75 confirmações), Estância (178 notificações / 29 confirmações), São Cristovão (169 notificações / 106 confirmações), Tobias Barreto (93 notificações / 06 confirmações), Neópolis (50 notificações / 29 confirmações), Umbaúba (55 notificações / 17 confirmações) e Carmópolis (45 notificações / 23 confirmações). Os óbitos foram registrados em Aracaju, São Cristovão, Poço Redondo e Umbaúba.

“Esses dados poderão sofrer alterações, visto que os municípios ainda estão compilando as informações de 2014. Esses números mostram mais ainda a necessidade das ações de prevenção e controle da Dengue serem contínuas e ininterruptas com intensificação sempre que os indicadores sinalizarem risco para surtos ou até mesmo epidemias. Os cuidados com a prevenção da Dengue é um dever de todos: população, gestores municipais e estaduais”, destacou Sidney Sá.

Fonte e foto: Secretaria de Estado da Saúde

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