PRF intensifica fiscalização para reduzir mortes no trânsito em Sergipe
Cotidiano 12/11/2015 15h11Da Redação
A Polícia Rodoviária Federal começou nesta quinta-feira (12) a reforçar as ações de conscientização e fiscalização nas cidades com maiores índices de acidentes de trânsito com mortes em Sergipe. A operação acontece até o próximo domingo (15) nas estradas de Aracaju e nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, Lagarto, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória e Umbaúba. Outros órgãos de trânsito também devem atuar de forma integrada.
De acordo com a PRF, os levantamentos estatísticos apontam que o excesso de velocidade, a não utilização de itens de segurança como o cinto de segurança e o capacete, e ainda a combinação de álcool e direção potencializam os riscos de sinistros e são as principais causas de acidentes com óbitos.
No ano passado, a PRF registrou 1.561 acidentes com 64 mortes nos 189 km de rodovias que passam por Sergipe. Em todo país foram 169.163 acidentes, segundo o relatório divulgado em setembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Além dos traumas causados às vítimas e seus parentes, essas ocorrências custaram R$ 12,3 bilhões ao Brasil.
O Ipea estima ainda que, se somar aos que ocorreram nas estradas estaduais e municipais, o valor pode chegar a R$ 40 bilhões. Em média, em 2014, cada acidente custou mais de R$ 72,7 mil, e os que resultaram em mortes, em média, cada um ficou em R$ 646,7 mil. Mais de 8 mil pessoas morreram e mais de 100 mil sofreram ferimentos. Os que causaram mortes, segundo o Ipea, responderam por menos de 5% do total de ocorrências, mas representaram cerca de 35% dos custos totais, indicando a necessidade de políticas públicas que reduzam os acidentes e sua letalidade.
“Esses custos recaem sobre toda a sociedade. Uma parte recai sobre o orçamento público, seja federal, estadual ou municipal, como a Previdência Social, por exemplo. Outra sobre o setor privado, com a perda de produtividade, e sobre as famílias, com seu empobrecimento”, disse o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho.
Projeto
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (12) a criação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). O objetivo da proposta, de autoria do deputado Paulo Foletto (PSB-ES) e do ex-deputado Beto Albuquerque, é reduzir à metade, no prazo de dez anos, o índice nacional de mortos em acidentes de trânsito no País.
O projeto (PL 8272/14) determina que as políticas públicas do Sistema Nacional de Trânsito referentes à segurança deverão voltar-se prioritariamente ao cumprimento de metas anuais de redução no número de mortes no trânsito. O plano deverá ser elaborado em conjunto pelos órgãos de saúde, trânsito, transportes e justiça.
O texto acrescenta dispositivos ao Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e também determina que a atuação dos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito deverá priorizar o cumprimento de metas anuais de redução de mortes por grupo de veículos e por grupo de habitantes, ambos apurados por estado e por ano.
De acordo com o projeto, as metas deverão ser fixadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para cada um dos estados e o Distrito Federal, por meio de propostas dos conselhos Estaduais de Trânsito (Cetrans) e do Conselho de Trânsito do Distrito Federal (Contrandife).
*Com informações da Agência Brasil e PRF

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