Saúde
Primeira cirurgia fetal, em Sergipe, será realizada nesta quarta
Procedimento poderá salvar a vida de dois bebês ainda na barriga da mãe
Cotidiano 30/04/2019 07h30

Uma cirurgia inédita em Sergipe poderá salvar a vida de dois bebês ainda na barriga da mãe. Será realizada no próximo dia 1º de maio, 8h, em Aracaju, no Hospital e Maternidade Santa Helena, e contará com o auxílio médico do médico paulistano Maurício Saito, um dos únicos que realizam as cirurgias nestes moldes, no Brasil, e será comandada pela médica sergipana, a obstetra especialista Susana Hora. O procedimento cirúrgico é chamado Fetoscopia.

A paciente L.S está na 22ª semana de gestação de gêmeos compartilhando a mesma placenta, uma gestação monocoriônica. Ao longo do desenvolvimento gestacional, instalou-se uma condição chamada Síndrome da Transfusão Feto Fetal (STFF). Isto acontece quando há um desigualdade do fluxo de sangue para os gêmeos decorrente de comunicações de vasos na placenta. Deste modo um feto recebe muito mais sangue do que o outro. O feto doador fica pequeno e sem líquido, já o feto receptor cresce e fica com muito líquido. 

Caso o procedimento não fosse feito, as chances dos gêmeos morrerem são de 90%. Por se tratar de uma cirurgia rara e complexa, o médico especialista em medicina fetal, Maurício Saito, veio de São Paulo para realizar a fetoscopia em conjunto com a médica sergipana responsável pelo caso, a obstetra Susana Hora e equipe do Hospital e Maternidade Santa Helena. No procedimento, os vasos comunicantes que transferem sangue de um feto para o outro serão identificados e realizada interrupção do fluxo com o uso de um laser.

De acordo com a obstetra, a realização deste procedimento é um enorme avanço para a área de medicina fetal em Sergipe e no Nordeste como um todo, além de permitir que duas vidas sejam salvas. “Antes, esse procedimento era realizado apenas em São Paulo, onde, inclusive, estudei e me especializei. Agora, realizando em Aracaju, podemos nos aprofundar e tentar salvar ainda mais vidas como a desses gêmeos. Esta é uma área muito nova e muito importante da medicina. Sem dúvida, um grande avanço por aqui”, explica.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa
 

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