Prisões em Sergipe quase dobraram neste ano em relação a 2014
Para SSP, polícias Civil e Militar têm se empenhado mais Cotidiano 23/10/2015 13h55Por Fernanda Araujo
Ao todo, 5.478 prisões foram realizadas este ano pelas polícias civil e militar em Sergipe, quase o dobro em relação ao ano passado. De 2010 a 2015, foram registrados 22.862 prisões em todo o estado. Os dados apresentados pelo secretário de Comunicação do Estado, Sales Neto, são referentes aos meses de janeiro a setembro de cada ano.
Em 2010, houve 2.845 prisões, em relação a este ano houve crescimento de 97%. O ano de 2011 registrou aumento de autuações de cerca de 10% em relação ao ano anterior com 3.161, crescendo um pouco mais no ano de 2012, com 3.954, porém, em 2013 houve uma redução no número de prisões, caindo para 3.857. No ano seguinte, 2014, o número de prisões também reduziu para 3.567. Este ano, o aumento foi de mais de 54%, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Para a SSP, isso significa que tanto a criminalidade aumentou, como a polícia tem trabalhado efetivamente para conter os transgressores. “A maioria dessas prisões e apreensões são de pessoas que são postas na rua muito rapidamente e que voltam a cometer delitos. Temos um nível de reincidência em Sergipe muitíssimo alto, que chega a quase 80%. Esses dados demonstram que há um empenho muito grande das polícias no tocante às ações e a integração entre as polícias civil e militar, principalmente, no interior do estado como em Itabaiana”, afirma o assessor Renato Nogueira.
Nogueira frisa que, dentre esses casos, há alto número de prisões por Lei Seca e por violência doméstica, mas que os acusados voltam às ruas já que a pena prevista é branda. “Temos muitas apreensões de adolescentes. O que mais está se prendendo agora são responsáveis por porte ilegal de arma e assalto a ônibus – este último registrou cerca de 80% a mais de ocorrências do que o ano passado. E muitas prisões acontecem pelas abordagens rotineiras que tem o intuito de tirar as armas de circulação”, explica.
O objetivo da secretaria, segundo o assessor, é retirar de circulação pessoas que tentam trazer intranquilidade para a sociedade. “Infelizmente, o método usado é a prisão. Claro que nenhum governo gostaria de prender tanto, mas prende, sobretudo, porque precisa”, afirmou.
Entre os locais em que mais são efetuadas prisões, está a região metropolitana de Aracaju, conhecida como Grande Aracaju. Na capital, a maioria das prisões é concentrada na Zona Norte. Das 5.478 prisões realizadas este ano em todo Sergipe, só na capital foram mais de 4 mil.
A SSP acrescenta que, este ano, foi mantida a média de 60% na elucidação de homicídios, da mesma forma que em 2014, acima da média nacional que é de 30%. “Além disso, tem muitos outros crimes de pessoas que se confrontam e morrem , infelizmente, acabam se tornando banais, mas que também investigamos”,disse Renato Nogueira.
Mais reforço
A SSP informou que vai permanecer com a mesma tática, principalmente, nas abordagens, a serem reforçadas com mais 370 policiais militares que vão concluir o curso de formação da PM. “Até o final do ano eles vão estar atuando nas ruas. E na Polícia Civil com mais de 500 pessoas fazendo curso de formação, os agentes escrivães tendem a fazer reforço imediato”, considera.
Foto:SSP/ arquivo F5 News/ ilustração

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
