Proclamação da República: um avanço para a cidadania do povo brasileiro
Historiadora comenta frutos dessa mudança nos dias atuais
Cotidiano 15/11/2012 07h00

Por Adriana Meneses

Há exatos 123 anos, no dia 15 de novembro de 1889, aconteceu a proclamação que transformou o Brasil em um país de regime republicano. Antes dessa data, nosso país era um império organizado a partir do rompimento dos laços coloniais com Portugal. Neste novo regime o povo passou a eleger seu governante, implantando a democracia.

A proclamação do regime republicano brasileiro aconteceu em decorrência da crise do poder imperial, ascensão de novas correntes de pensamento político e interesse de determinados grupos sociais. Aos fins do Segundo Reinado, o governo de Dom Pedro II enfrentou esse quadro de tensões responsável pela queda da monarquia.  A proclamação ocorreu no Rio de Janeiro, a antiga capital do Império, por um grupo de militares liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que deu um golpe de estado no Império.

Mas mesmo após tantos anos e reviravoltas que aconteceram na política brasileira, o que representou a implantação do regime republicano para os brasileiros? Como essa mudança pode ser observada nos dias atuais? Quais os seus benefícios? De acordo com a historiadora Fátima Santos (foto), a palavra ‘cidadania’ resumiria todos os questionamentos relacionados à Proclamação da República.

Para a historiadora, a Proclamação da República serviu para que o povo brasileiro criasse a sua própria identidade e autonomia, deixando para trás todos os métodos políticos que eram adotados pela corte portuguesa no Brasil. “Na verdade a proclamação da republica foi uma ruptura de ligamentos de colônias que possibilitou ao Brasil se apresentar diante do mundo como um Estado, uma nação com uma característica própria. Hoje nós temos um estado democrático que foi um grande avanço para o exercício da nossa cidadania”, disse.

Ainda de acordo com Fátima Santos, foi em virtude da quebra do regime monárquico que os brasileiros puderam ser considerados dignos de exercer sua cidadania, mas, em sua análise, ainda existe um longo processo para se alcançar a plenitude nesse processo.

“Nós temos um texto constitucional promulgado em 1988, ainda estamos desenvolvendo várias seções constitucionais para alcançarmos essa plenitude, mas vejo isso como um processo em franco desenvolvimento para as novas gerações que estão chegando e requerendo o direito a essa cidadania como um direito de todos, que é a saúde, segurança e educação, a oportunidade de emprego e renda, fazer e promover cultura, e de ser um cidadão brasileiro”, afirmou.

Para a historiadora, a Proclamação da República é uma data que serve de reflexão para que todos os brasileiros tenham orgulho do país, e passem a valorizar cada vez mais o que está presente em terras verdes e amarelas. “Temos que ter orgulho de sermos brasileiros, valorizar o que temos de melhor em nossa terra, pois só assim seremos cidadãos cada vez mais respeitados e orgulhosos da nossa brasilidade”, finalizou.

 

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