Procurador da República afirma que saúde estadual é crítica em Sergipe
“Com as fundações, resultados prometidos não foram alcançados”
Cotidiano 22/01/2014 20h52

Por Sílvio Oliveira

O procurador da República, Ramiro Rockemback, foi enfático na audiência pública ocorrida nesta quarta-feira, 22, com representantes da Universidade Federal de Sergipe da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, ao pedir a suspensão do contrato que regerá a pactuação da administração para o Hospital Universitário e de realização de um concurso público prestes a acontecer no mês de março.

Ele explicou que o pedido de suspensão do contrato de administração e concurso público se deve ao fato de que o assunto é bem complexo e deve ser mais bem analisado por todos os envolvidos e exemplificou com o ocorrido na esfera estadual, por conta da criação de Fundações para administrar os hospitais públicos.

“A questão é que nós temos aqui em Sergipe um processo muito similar com as fundações estaduais e os resultados prometidos, as maravilhas, os aprimoramentos não foram verificados. A situação da saúde no Sergipe só se agravou, não podemos aceitar. Ao menos que esse processo seja amadurecido, com debate e para não ser repetido e daqui a três quatro anos estarmos com a mesma situação e promessas não resolvidas e muito dinheiro público gasto”, explicou.

O procurador ainda disse que como todos acompanham, inclusive pelos órgãos da imprensa, a saúde em Sergipe está vivendo um estado cada vez mais crítico e grave. “Nós estamos um pouco traumatizados em Sergipe, e não estamos mais falando em abstrato ou o que vai acontecer, porque no caso da gestão estadual, com a criação das fundações, as promessas e a visão futura era muito semelhante [prometido pela empresa federal]. O que ocorreu foi um verdadeiro desastre econômico e financeiro”, afirmou.

Segundo ele, a administração de um hospital por uma empresa, para o Estado de Sergipe não é uma novidade que precise esperar o tempo passar, com o intuito de ver o que vai acontecer. “Era uma possibilidade das fundações em âmbito estadual que também desse certo, mas que não deu. Dívidas que agora vão ter que vir a público e hospitais cada vez mais precarizados”, destacou.

As afirmações foram ouvidas com fervor por representantes sindicais. Para o presidente do Conselho Regional dos Médicos / Nordeste, José Menezes, a situação tem sido acompanhada por todos e à crise na saúde nada mais foi incorporada com a criação das fundações. Segundo ele, um modelo que não se aplica ao Sistema Único de Saúde.

Foto: Sílvio Oliveira

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