Professor permanece em estado grave
Cotidiano 18/08/2014 08h35Por Fernanda Araujo
O professor Carlos Christian, que foi alvejado com cinco tiros no Colégio Estadual Olga Barreto, localizado no conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão, onde dava aulas, ainda permanece em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), há seis dias, mas é estável e está consciente.
Segundo a assessoria de comunicação do hospital o professor teve melhora gradativa, com redução de medicamentos. Carlos Christian recebe agora nutrição parenteral (pela veia) que serve para complementar ou para substituir totalmente a alimentação normal.
Christian, de 33 anos, foi atingido com cinco tiros de revólver calibre 38 desferidos por um aluno de 17 anos que havia recebido nota baixa na prova. Segundo testemunhas, o adolescente é envolvido com drogas na comunidade onde reside e considerado problemático. O crime aconteceu na noite da última terça-feira (12), quando o adolescente infrator recebeu a prova de Biologia aplicada pelo professor, com uma nota zero de resultado, o que lhe enfureceu e fez com que se apoderasse do revólver, invadisse a sala dos professores e disparasse os tiros contra a vítima.
Dois tiros atingiram as costas do professor, um a mandíbula, um na coxa e um no braço. No mesmo dia do crime a vítima foi encaminhada a ala vermelha do Huse onde foi submetido a procedimentos cirúrgicos para retirada dos projéteis.
Sintese
Após o episódio, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública de Sergipe (Sintese), solicitou no dia 14 uma audiência com o governador Jackson Barreto para debater a violência nas escolas, com o objetivo de discutir políticas públicas, definir um programa de formação continuada dos profissionais, construir projetos pedagógicos das escolas e mudar a concepção de modelo de gestão das escolas. Segundo a presidente do sindicato, Angela de Melo, “as medidas de segurança são tomadas provisoriamente sempre sob o clamor de cada tragédia e nunca nenhuma mudança ocorre na gestão dos estabelecimentos de ensino que convivem com o caos pedagógico e administrativo”.
Foto: arquivo pessoal
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