Professores atrasam início do ano letivo em algumas escolas de Aracaju
Prefeito João Alves diz que não entende motivo da paralisação Cotidiano 15/02/2016 12h45Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
Cerca de 30 mil alunos da rede municipal de Aracaju deveriam voltar a estudar nesta segunda-feira (15), mas nem todos tiveram aula. Isso porque os professores resolveram adiar o início do ano letivo para cobrar melhores condições de trabalho e diálogo com a Prefeitura. A categoria não descarta a possibilidade de deflagrar uma greve por tempo indeterminado. A Secretaria Municipal da Educação (Semed) afirma que as aulas ficaram comprometidas em algumas unidades e que o diálogo sempre esteve aberto com os docentes.
Na manhã desta segunda, os professores protestaram na porta do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, zona Oeste da capital sergipana. A categoria solicitou uma reunião com o prefeito João Alves Filho e com a secretária da Educação, Márcia Valéria, para reivindicar o pagamento dos salários dentro do mês trabalhado, o pagamento de 1/3 de férias que deveria ter sido depositado em dezembro e melhorias na infraestrutura e segurança das escolas. “Sem resolver esses problemas não dá para começar o ano letivo”, afirma o presidente do Sindicato dos Profissionais de Ensino do Município de Aracaju (Sindipema) Adelmo Meneses.
O representante da categoria informou ainda que a pauta de reivindicações possui 15 itens que já foram encaminhados à Administração, mas ainda não houve resposta, por isso, os professores não descartam a possibilidade de cruzar os braços. “Estamos abertos ao diálogo e esperando que marque essa reunião, caso não tenha (diálogo), é possível iniciar uma greve”, declara Meneses, acrescentando que o Sindipema realiza uma assembleia geral na manhã desta terça-feira (16).
O assessor de comunicação da Semed, jornalista Pedro Rocha, disse ao F5 News que a pasta ainda não sabe precisar em quais das 74 unidades de ensino na rede as aulas foram suspensas nesta segunda. Segundo ele, a Semed sempre esteve aberta para negociar com os servidores, no entanto, uma reunião com a secretária só será agendada após o dia 18, quando ela retornar das férias. “Houve aula em algumas escolas, com professores substitutos e alguns que não aderiram, não houve anormalidade”, alega.
Quanto à falta de estrutura, o assessor informou que a manutenção está sendo feita na medida do possível, uma vez que a licitação para contratar a empresa para realizar o serviço foi judicializada pela empresa que ficou em segundo lugar. Em relação à segurança, Rocha afirmou que a Semed tem trabalho com apoio da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) que tem suprido as necessidades e, por conta da atual situação financeira do Município, não é possível contratar segurança privada.
Em entrevista no Ministério Público Federal (MPF), na manhã desta segunda, o prefeito João Alves Filho se disse surpreso com a mobilização e garantiu que está disposto a dialogar. “Os professores de Aracaju são os mais bem pagos do Estado, e não apenas isso, são incentivados para darem o melhor ensino de qualidade aos alunos, através de gratificações, prêmios de incentivos, então, estou surpreso que eles pensem em greve. Até hoje cumpri todos os pisos salariais, mas estou pronto para conversar sobre qualquer assunto”, afirmou.F5 News procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura para confirmar se foi agendada alguma audiência entre o prefeito e os professores, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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