Professores da rede pública de Aracaju decidem manter greve
Cotidiano 05/09/2017 14h50 - Atualizado em 05/09/2017 15h05Por F5 News
Em assembleia nesta terça-feira (5), os professores da rede pública de ensino de Aracaju (SE) decidiram, por unanimidade, continuar a greve iniciada na última sexta-feira (1º). A manutenção do movimento grevista teve como base a reafirmação da Prefeitura da capital de que não vai conceder o reajuste do Piso Nacional do Magistério à categoria, alegando que a crise financeira nos cofres municipais cedeu, mas não cessou. A revisão do piso, que é uma lei federal, tem percentual de 7,64% e está em vigor desde janeiro deste ano.
A informação foi passada para a comissão de negociação dos professores na tarde desta segunda-feira (4) durante reunião com o grupo da gestão municipal responsável pela negociação com o Sindipema. A PMA rejeitou, portanto, a contraproposta da categoria, que era de pagar o piso reajustado a partir do mês de setembro e negociar o retroativo dos meses de janeiro a agosto.
Um novo calendário de mobilização também foi discutido e aprovado, com manifestações previstas ao longo dos próximos dias e a participação no 23º Grito dos Excluídos, no feriado de 7 de setembro. Os trabalhadores voltam a reunir-se em assembleia no dia 12 de setembro.
Procurada pelo F5 News, a Secretaria Municipal da Educação (Semed) informou que ainda não foi notificada sobre a decisão da categoria. A pasta disse que a Prefeitura já apresentou o estudo de impacto financeiro “de forma detalhada e com toda a transparência informou a inviabilidade de conceder o reajuste, tendo em vista que teria que pagar não somente aos servidores ativos, mas também aos inativos, o que colocaria em xeque o pagamento de salários e continuidade dos serviços básicos restabelecidos para o funcionamento da rede da Educação de Aracaju”.
Ainda segundo a Semed, os outros itens da pauta de reivindicação da categoria foram discutidos e encaminhados. “Das 73 escolas da rede municipal, oito aderiram à greve, 20 não aderiram e 43 aderiram parcialmente, funcionando com professores substitutos e os efetivos que não aderiram. Duas escolas estão em férias por conta do calendário diferenciado”, acrescentou.

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