Professores da UFS dizem que causa da greve é a falta de infraestrutura
Cotidiano 18/06/2014 13h15

Por Aline Aragão

A greve dos professores da Universidade Federal de Sergipe já dura 15 dias. Com o objetivo de explicar à sociedade os motivos da paralisação e apresentar o conteúdo da pauta de reivindicações que exige medidas imediatas para o retorno das atividades acadêmicas, os grevistas realizaram um café da manhã nesta quarta-feira, na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (ADUFS).

O principal problema apresentado pela presidente da ADUFS, Brancilene Araújo (foto abaixo), está relacionado com a falta de estrutura e infraestrutura dos campi, em todo estado. Na pauta local foram listados problemas estruturais em todas as unidades de ensino, alguns mais urgentes e até difíceis de imaginar do que em outros - como a falta de água potável no Colégio de Aplicação que fica no campus de São Cristóvão.

“O problema da falta de infraestrutura é gravíssimo, as obras terminam e logo depois elas precisam ser refeitas, porque ficou faltando alguma coisa. A gente tem casos de campi com fiação exposta, problemas com tratamento de resíduos químicos e biológicos, falta de giz, climatização, até água potável, é muito complicado quando você vê uma situação dessas”, lamenta Brancilene.

Em Lagarto a sindicalista destaca que o principal problema é a falta das clínicas médicas, que são extremamente necessárias para que haja o treinamento dos alunos; além da falta de material para que o campus realmente funcione como deveria, atendendo também a população local. Ela conta que tem até lista de espera para atendimento. “Mas essas pessoas não terão esse atendimento, porque as clínicas não estão funcionando”, afirma.

No campus da Saúde a situação está complicada também para os alunos que estão nos últimos períodos. “Esses estudantes não vão conseguir fazer os seus estágios, porque o campus não tem a estrutura montada”, diz.

O agravante em Laranjeiras é a falta de segurança, motivo que fechou as portas do campus recentemente, mas a presidente faz o alerta sobre a própria permanência do campus na cidade e diz que a segurança é um problema em toda região.

Ela ressalta também que há uma preocupação com a chegada do novo campus, que será construído no município de Nossa Senhora da Glória “A gente entende que vai ser mais um campus que vai ser criado para funcionar de forma precária”.

Sobre as negociações, Brancilene disse que a reitoria ficou de apresentar uma resposta na próxima quarta-feira (25). No dia seguinte (26), a proposta será avaliada em uma reunião do comando geral de greve, onde também será discutida a continuidade ou não da paralisação. Mas já adianta que a definição do comando geral é que a greve deve continuar por tempo indeterminado.

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