Professores da UFS protestam contra más condições da instituição
Cotidiano 21/05/2014 16h26Por Tíffany Tavares
Um ato público realizado pelos professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), na tarde desta quarta-feira (21), como forma de vigília a uma reunião nacional, na qual professores das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) paralisam na mesma data.
O dia foi marcado por atividades das Seções Sindicais em todo o país e por vigílias nas cidades durante a reunião dos sindicatos com o Ministério da Educação (MEC), para mostrar ao governo federal que a categoria está mobilizada e acompanha o resultado das negociações do Sindicato Nacional com a Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do MEC.
A professora e presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal de Sergipe (Adufs), Brancilene Araújo, falou que os professores querem mostrar para a sociedade as condições de funcionamento da UFS, não são nada agradáveis. “Na realidade são precárias. Temos departamento já em decisão de parar de funcionar, falta de infraestrutura básica, banheiros, mesas, quadros, cadeiras em péssimo estado de conservação, além de obras intermináveis que prejudicam o bom funcionamento da instituição”, protestou.
“Isso é uma denúncia para a população. Inclusive, já existe um indicativo de greve agendado para o dia 03 de junho, mas só será definido de acordo com uma série de análises de conjuntura, com relação ao quadro nacional, como as outras universidades conduzem o processo de negociação de greve. Ainda não temos nada certo”, explicou a professora.Brancilene Araújo informou que nos próximos dias haverá uma grande reunião com todas as universidades, na qual será pautada a possibilidade de greve. “Portanto, na próxima semana, teremos um cenário da movimentação nacional dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Dependerá das negociações, o que ocorrerá dentro das universidades, a forma do funcionamento. Estamos na expectativa”, disse.
A presidente da Adufs declara as duas principais reivindicações da categoria. A primeira com relação à carreira dos professores. “Não temos perspectivas da progressão de nossa carreira profissional”, revelou.
Já a segunda queixa está relacionada às condições de trabalho. Segundo Brancilene, a UFS não tem mais orçamento para continuar funcionando. “Estamos com problemas em coisas básicas, como conta de água, luz, telefone. Como ter aula numa universidade nessa situação? Como fazer pesquisa sem internet e sem telefone? O que estamos vendo é o governo limitando os recursos. Utiliza os recursos para pagar dívidas que o país tem e não usa para educação, saúde, segurança. No máximo será utilizado nos estádios de futebol da copa”, sintetizou.
Fotos: Tíffany Tavares

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